Uma das frases mais estúpidas que ouvi é “Não procure problemas, encontre soluções”. Continuar lendo



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Ao ver a foto você deduziu que é um efeito de ótica e não a realidade.
Tem certeza que alguém não pode segurar o sol pelas mãos?
Teu cérebro executou uma série de cálculos e fórmulas, nem tão simples, para chegar a esta simples resposta.
Todas as suas afirmações partem de uma premissa. Por exemplo, o sol nascerá amanhã porque nasceu todos os outros dias.
Quando chegam as dificuldades (e elas sempre chegam), tendemos a acreditar que não será fácil enfrentá-las, ainda que tenhamos vivido inúmeras e passado por todas…
Todos os argumentos que você usa encontram base em sua lógica que, certamente, está centrada em suas experiências.
Como encontrar a solução para determinado problema?
Como definir a melhor estratégia para a sua empresa?
Como viabilizar aquele plano que tem tudo para dar certo e não sai da gaveta?
Talvez você deva usar uma estratégia muito antiga, mas ainda válida, que era uma das teorias do filósofo grego Aristóteles.
Para ele, os problemas poderiam ser solucionados partindo do coletivo para o individual. A razão parte de um princípio e viaja por várias outras esferas até chegar à conclusão, de forma que o raciocínio é um conhecimento indireto, já que surgiu e se estruturou intermediado por outros, ao contrário da intuição que é o conhecimento direto, sem caminhos e lógicas.
Para que possamos raciocinar temos que ter bases experimentais que nos forneçam evidências e só após isso chegarmos à conclusão final.
Por isso é extremamente importante que você tenha experiências diversas, conhecimentos múltiplos e vivências diferenciadas que serão a base para as tuas conclusões, o fortalecimento de seu intelecto e os meios para ampliar teus horizontes lógicos.
Para que você possa deduzir sobre um assunto, antes, você tem que conhecer situações desse tema, assim, a conclusão é a conseqüência final.
Todo metal é dilatado pelo calor? Se prata é um metal, logo, também é dilatada pelo calor.
Um português é europeu? Dessa forma, os que nasceram em Lisboa certamente serão europeus.
Claro que esses exemplos acima são simplistas e óbvios, mas o que nem todos percebem é que a solução de muitos problemas, através desse processo dedutivo, também pode ser simples.
Para Aristóteles, essa lógica era um dos meios para se chegar a determinada conclusão, ainda que seja importante ressaltar que a dedução não oferece conhecimento e sim deriva dele. Ainda, é importante se cuidar para não chegar a deduções falsas…
É possível que alguém nunca tenha visto um cavalo e quando o encontrar e perceber que é branco, poderá ter a falsa dedução que todo cavalo é branco…
A dedução é um processo simples que a lógica nos fornece, tomando os exemplos gerais e aplicando nos individuais, portanto alguns cuidados são necessários para não deduzir a partir de erros preliminares.
Algumas armadilhas podem causar conflitos e abalar a lógica, como:
Toda regra tem exceção.
Isto é uma regra, portanto, tem exceção.
Assim, nem toda regra tem exceção.
Essa lógica tem sua falha na primeira frase que é apenas um ditado popular e a realidade é que nem toda regra tem exceção, assim, essa premissa parte de um erro.
Veja dessa forma:
Nem sempre os exemplos gerais são aplicáveis nos individuais, daí a importância em ver de que forma a dedução que você chegou não pode ter variáveis que invalidem a conclusão e te impeçam de dar a resposta final.
A dedução é apenas um dos meios de se concluir, ainda que não seja o único e nem sempre exato. A regra para que você possa chegar a uma conclusão é se basear nas experiências anteriores, usando o seu conhecimento para resolver o problema em que se encontra.
Questione o problema, veja como já foi resolvido e saiba que certamente será ultrapassado.
Caso seja algo comum a todos, encontre soluções partindo de suas e outras premissas, melhorando, ajustando, acertando os pontos falhos (também com base em teus experimentos) e você verá que para tudo há uma solução, pense então, apenas, qual a melhor delas.
Volte para ler meu próximo Post e vamos discutir de onde surge o conhecimento humano.
Até lá!

Quando algo sai errado, uma falha está inevitavelmente implícita, seja ou não visível, perceptível e óbvia.
Gosto muito de sucos naturais.
Aprendi, com minha mãe a fazer limonada no liquidificador, com casca e tudo, alcançando um excelente sabor, se preparado na medida certa.
Uma das vezes que preparei, senti que ela tinha ficado extremamente amarga.
O limão tinha um tamanho padrão, era novo, adocei na medida certa, usei a mesma quantidade da água de sempre, onde estava o erro?
Por mais que eu tentasse justificar dizendo, eu não errei, o fato era evidente, algum erro havia sido efetuado, denunciado pelo sabor amargo.
Um pequeno desvio na conduta padrão acarreta em falhas que se manifestam, ainda que desconheçamos onde esteve a nossa falha.
Realizo, há alguns anos, consultoria para empresas deficitárias.
São negócios que tem em sua estrutura falhas que, por sua vez, geram novas e maiores falhas, através de um efeito cascata, o desastre é inevitável, a não ser que medidas sejam tomadas e a sutura seja realizada.
É comum entrar em empresas onde o empresário não pode mais saborear sua limonada, mas insiste, em dizer que não houve erro no preparo e seu sabor deteriorado é obra de um acaso ou da aleatoriedade mercantil.
Nietzsche via com bons olhos as situações difíceis que enfrentamos. Derivava dos erros as melhoras, acertos e formações em cada passo da evolução, sendo assim, não tentava escapar deles, ocultando-os ou ignorando-os.
Quando um erro é diagnosticado e sua resolução torna-se imprescindível, devem ser deixadas de lado posturas defensivas ou acobertamentos emocionais.
Não estão sendo avaliadas suas incapacidade ao errar e sim, sua capacidade em solucionar.
A busca para a solução dos problemas passa por diversos questionamentos.
De perguntas específicas e isoladas à filtragem de observações dispensáveis e, ainda, o sublinhar de posicionamentos pertinentes. Para isso, a investigação sob o prisma da filosofia é sempre bem vinda quando devemos responder, mas antes mesmo disso, devemos saber o que perguntar.
Todas as empresas tem falhas em suas estruturas, das menores e mais inexperientes às maiores e tradicionais, portanto não se sinta pessoalmente atacado quando uma falha de seu negócio for encontrada e, ao contrário, veja uma razão para progredir nessa questão.
Para que você possa construir algo concreto, não se esqueça que por mais que existam falhas, estruturas sólidas são formadas apenas através de um alicerce compatível com a massa a ser suportada, sendo assim, entre nas bases de seu negócio para garantir o sustento necessário.
Não é pessoal quando disserem que sua limonada não está boa, falhas em posturas e atitudes que determinam o sucesso, fatalmente amargam sabores, tornando-os inviáveis.
Quando o que nasceu para ser um refresco, torna-se de difícil ingestão, a falha deve ser encontrada.
E, quanto a minha limonada, para que não amargasse, a solução era simples, eu precisava apenas bater menos….
