Aprendi com os mais velhos que os extremos e os excessos nunca são bons. Isso é uma verdade também quando levamos este aprendizado para as mídias sociais. Nada que é excessivo, grudento, onipresente faz bem.
Pensei neste assunto esta semana ao ser açoitado pelo candidato à presidência, José Serra, no meu Twitter. Ao rolar minha página no celular, me deparei com ao menos 10 posts da equipe do candidato, re-tweetando ou respondendo pessoas que interagiram com ele. Detalhe: isso no prazo de 1 hora. Péssimo. Independentemente do meu voto, achei isso uma afronta ao bom senso.
Mesmo escolhendo e querendo seguir alguém, você cria a expectativa de receber coisas legais, recomendações, sugestões, comentários e pílulas de pensamentos construtivos e não visualizar o “Messenger” desta pessoa, certo?
Para usar as ferramentas de comunicação social é preciso ser relevante e é preciso utilizar as ferramentas com sabedoria, pensando no usuário que o lê. Principalmente quando você é empresa, candidato e etc. As pessoas te seguem, mas não querem ser bombardeadas, coagidas ou “estupradas” (desculpem o linguajar) pelas suas informações, promoções, agenda de campanha e etc.
Mais uma vez volto a pensamentos de alguns profissionais com quem trabalhei e trabalho até hoje. Sempre que fazemos algum planejamento de campanha ou de ativação recomendamos ao cliente que use o canal com inteligência, com no mínimo dois posts diários, mas com o máximo não muito longe disso.
Com isso você cria uma rotina no seu usuário, que sabe que lerá sempre aquela quantidade X de informações e que sempre serão as X melhores coisas do dia.
Apesar de ter o opt-in do usuário, ele não espera ser massacrado por informações dentro da “sua casa”. Pense, planeje, avalie melhores horários de postagem conforme interação, mas JAMAIS, saia soltando coisas aleatoriamente e sem fim nos seus perfis.
Ao escrever e pensar sobre este tema, fiquei imaginando alguns dos meus seguidores no dia dos jogos da Copa do Mundo em que o Brasil foi eliminado pela Holanda e, principalmente, no jogo Argentina e Alemanha. Atazanei a vida de quem me segue verbalizando minha indignação com o Brasil e minha surpresa/satisfação/consolo com a Argentina. Será que as pessoas curtiram? Será que me excedi? Será que fui relevante? Será que meus comentários, apesar de inúteis, impactaram alguém?
Apesar do meu exemplo não poder se comparar ao de ações de empresas, acho que as perguntas, quando você estiver em planejamento para suas ações, serão as mesmas.
Pense nisso.
Me siga no twitter.com/rodrigovmotta




Muito interessante este tema. Agora com as eleições o Twitter virou o "Santinho Digital" de muitos Politicos.