
“Desaprovo aquilo que diz, mas defenderei até a morte o teu direito de dizer”
Inicio mais um post com essa frase de Voltaire, no intuito de questionar até onde a liberdade é benéfica e quando sai do controle, criando espaços indesejáveis e cerceando a liberdade de outros.
Com a força do capitalismo, os sistemas sociais foram se adaptando a força das grandes corporações, com suas imposições e seus capitais.
Os países comunistas foram deixando seus regimes, cedendo à imposição de grandes empresas e o capitalismo, hoje, é soberano.
Capitalismo ao lado de democracia é possível?
Quais os limites de nossa “liberdade”?
O presidente Obama anunciou novas medidas para o sistema financeiro dos Estados Unidos pois, segundo ele, a ausência de regime regulatório levou à catástrofe que criou essa recessão mundial.
Em tudo, precisamos de limites.
Quando nascemos, aprendemos, desde cedo a conviver com limites e estes nos servem para que, em fase adulta, saibamos até onde podemos ir.
Essa lógica é aplicada em nossa vida pessoal, profissional, individual ou coletiva.
Dentro das empresas, não é diferente. Incentivar idéias e opiniões é um princípio elementar para a sobrevivência de muitos, mas quais os limites?
A grande questão é: Idéias são sempre bem vindas, mas para que sejam postas em prática, devem estar de acordo com o ponto central que foi definido como objetivo inicial.
Falando sobre empresas, voltamos à questão de outros tantos posts que já escrevi. Para que você criou uma empresa?
Com esse objetivo traçado, definido e consolidado, você terá mais facilidade em saber quais serão as idéias bem vindas, as ações relacionadas aos teus princípios e quais resultados você busca.
A ambição desprovida de limites gera catástrofe.
A ambição desmedida, trilha caminhos sem volta, ações irrevogáveis e resultados inesperados.
Não se acomode quando sua empresa estiver vendendo pouco, baseado na desculpa de “crise”, “mercado”… dificuldades sempre virão, mas as saídas sempre as acompanham.
Ao mesmo tempo, o mercado em forte aquecimento é um motivo para se alarmar.
Aproveite a “onda”, venda, cresça, se estruture, mas não se endivide.
Apostar todas as suas fichas no que você vê hoje é esquecer o imponderável que o amanhã sempre traz.
Altos e baixos existem e os que se apóiam no excesso, com a diminuição de velocidade, acabarão caindo.
Os Estados Unidos estão vendo isso agora e pondo limite à louca busca dos bancos pelo lucro desmedido, incalculado.
Para os que dizem que essa é uma preocupação que veio com “os novos tempos” e vivemos essa dificuldade, fruto dos “tempos modernos”, leia abaixo…






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