O Custo da energia elétrica para a indústria aumentou 150% nos últimos sete anos, 83% acima da inflação do período, e se tornou a terceira maior do mundo, segundo dados da Agência Internacional de Energia, coletados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
O preço do megawatt/hora saltou de R$ 92 para R$ 230.
O aumento foi causado por um realinhamento tarifário, iniciado em 2003, que durou até 2007. O objetivo era eliminar o que o governo considerava como subsídio cruzado nas tarifas do País – algo que pode ser questionado, já que a indústria é atendida em alta tensão e, portanto, o custo para entrega da energia é menor. Dessa forma, a Aneel elevou os reajustes para a classe industrial e reduziu o ritmo de alta para o residencial.
Em 2003, a tarifa do setor industrial representava 45% do que era cobrado do consumidor residencial. Após os reajustes a conta das empresas atingiu 78% do que os consumidores residenciais pagam.
Este aumento causa grandes problemas para a indústria já que há casos em que o consumo de energia representa até 45% do custo total.
O avanço dos custos da energia nos últimos anos puniu, em maior escala, os grandes consumidores, mas afetou também a pequena e média empresa. A elevação do custo da produção industrial é também repassada para o consumidor.
Ou seja, o residencial é punido duas vezes: pela tarifa de energia alta e por produtos mais caros. Os preços mais elevados também atrapalham a competitividade brasileira no exterior.
Mesmo assim os reajustes nas tarifas de energia podem não estar no fim, para suprir a demanda energética, o governo decidiu contratar uma série de usinas térmicas movidas a óleo combustível, altamente poluentes e caras, vai pesar no bolso do consumidor e prejudicar a competitividade da indústria nacional.
De acordo com a Fiesp/Ciesp, até 2013 quase 10 mil MW médios de energia gerada por térmicas estarão em operação no País. E isso terá reflexo nas tarifas.
Jean Tostes Marcouizos
Consultor de projetos
Prisma consultoria internacional




