
Qual o seu limite?
Cada um tem o seu, mas todos têm…
A realidade é que independente do quanto podemos suportar, há sempre um limite em que, quando ultrapassado, poderá causar estragos irreversíveis ou tragédias insuportáveis.
Estes dias, estive conversando com um investidor que me mostrou uma visão interessante sobre nossos limites.
Ele usou uma analogia sobre a quantidade de sangue que um organismo pode se privar, questionando se poderíamos viver ao perdermos 40% dele. Tal analogia se referia à quantidade ditatorial que os governos nos impõem em forma de impostos diretos!
Você já parou para pensar nisso?
Ainda, na mesma analogia, um organismo pode viver, sem alterações, se retirado em torno de 15% do seu sangue…. mas e 40%? Nenhum organismo sobrevive…
Essa lógica tem bases cientificas que mostram que não temos a capacidade de suportar perdas muito grandes já que somos “projetados” para possuirmos não muito além do que precisamos.
Agora, entrando na esfera empresarial, me parece que ainda que a lógica se mantenha as práticas se distinguem.
Uma empresa, ainda mais iniciante, cheia de incertezas e em formação, JAMAIS poderia receber uma carga tão forte e manter-se sadia.
Estudos do governo mostram que apenas 20% das empresas comemoram seu segundo ano de vida e o que é mais indignante é que julgam, tais estudos, que a causa é a falta de preparo dos empresários.
Será que os impostos não têm relação alguma com isso?
Você poderá argumentar que muitas empresas pagam todos os impostos e ainda assim sobrevivem e bem. Te dou razão já que eu mesmo conheço várias, mas a questão não é essa, o ponto é que, independente dos heróis que tem força e capacidade para sobreviver, tal prática não deveria ser adotada por órgãos que deveriam incentivar os empresários.
A capacidade, extraordinária, que alguns empresários conquistaram ao longo de anos de prática empresarial evolutiva não é atestado que os impostos são adequados e justos e sim uma evidência da extrema competência dos empresários brasileiros que conseguem, progridem, constroem, apesar de…
Os impostos brasileiros são extremamente injustos, pesados e abusivos. Medidas urgentes devem ser tomadas para que as empresas possam nascer, sobreviver e crescer saudavelmente, a fim de manter empregos e permitir que o país se desenvolva.
Como o papel do empreendedor é sobreviver, temos que aprender a lidar com inevitável e como em todas as situações, existe o lado positivo.
Um dos lados é que, em Estados ineficientes, existem inúmeras oportunidades. Com este tema, terminarei a seqüência desta série de Posts…
Mas vou iniciar com outro tema. Se antes de aproveitar as vantagens da ineficiência obviamente temos que sobreviver, farei algumas análises de como fazer uma empresa que rema contra a maré, crescer, se manter saudável e o principal, dentro da legalidade.
Então não perca o próximo Post sobre este tema.
Até a próxima!



