
Há um tempo, conheci um empresário que tinha um negócio estagnado. Fazia alguns planejamentos e esboçava objetivos, ainda que há muitos anos a sua empresa não tivesse alternativas concretas para sair do lugar e crescer, pelo menos isso ele afirmava.
Quando fui chamado para desenvolver um projeto de consultoria, iniciei analisando os números de sua empresa e há quanto nada de novo surgia.
Li seus planos e esboços e percebi que a situação idealizada era possível, desde que alguns passos fossem dados. Por fim, a solução não foi difícil e em pouco tempo ele pôde alterar o curso daquele destino.
A questão não são as oportunidades e sim os obstáculos delas e, em geral, os principais obstáculos são os profissionais de linha de frente.
Os problemas que impedem os avanços das empresas, em geral, são comuns e recorrentes para a maioria.
Problemas
Você já parou para pensar que toda oportunidade é uma oportunidade? Por mais simples que pareça e, todos saibam, nem todos o percebem já que deixam de analisar a maioria delas por, em princípio, “achar” que não valem a pena.
Uma oportunidade deve ser aceita, ou descartada, apenas com bases em critérios sólidos ou se percebida, logo de início, que é sem fundamento. A questão é que muitos profissionais tem grande dificuldade em sair da zona de conforto e analisar todas as possíveis variáveis de uma questão.
No caso da empresa que iniciei este texto, o empresário havia delineado algumas metas e nada que deixasse de se enquadrar em sua ideia inicial, por melhor que fosse, era prontamente descartado… e o motivo de sua rigidez era exatamente a zona de conforto onde ele sentia segurança e comodidade.
Por fim, vale notar que as empresas menores são mais ágeis e crescem mais rápido porque em geral os profissionais estão sedentos por boas oportunidades… analisam todas e criam mais algumas, enquanto nas grandes corporações a sensação de “já alcançamos” e “já somos” é suficiente para não dar passos mais ousados e determinantes.
Soluções
É importante sim ter um foco e traçar alternativas viáveis para o crescimento de uma empresa… mas note, alternativaS, no plural.
Ter planos A, B, C e que o D seja a possibilidade de analisar o inesperado deve ser o dia a dia dos negócios. É inviável determinar o ritmo de crescimento e os passos que serão dados nos ângulos, ritmos e velocidades precisos e constantes.
O principal “mandamento” de uma empresa é trabalhar, incansavelmente, para que esteja sólida, isto é, com custos e lucros equilibrados e tenha a possibilidade de em bom ritmo, ir se estruturando gradativamente e conforme apareçam as oportunidades.
Você sabe a situação em que sua empresa está?
Sabe os rastros que tem deixado?
Enxerga, pelo menos, três possíveis e boas alternativas para o futuro?
Caso venha a quarta, pode se adaptar a ela?
Caso não venha, a situação em que se encontra é promissora?
Pesquisar o mercado e a concorrência, enxergar situações onde possíveis passos podem ser dados, idealizar alternativas de aquisições, fusões e conhecer o ritmo do mercado de investimentos, deve ser algo constante para todo empreendedor que almeja fazer de seu, um grande negócio.
A maior parte dos empresários vê, como boa, a oportunidade do aporte de capital e o acesso a financiamentos e investimentos, mas o fato é que pode ser uma armadilha, a partir do momento em que um negócio com perspectivas futuras e não estruturado no presente será subavaliado e valerá significantemente menos que se tivesse, antes, ajustado a empresa e a deixado bem preparada para a entrada de investimentos.
Antes de dar qualquer passo decisivo onde irá alterar o controle acionário do negócio é imprescindível conhecer onde a empresa está e qual o momento ideal para caminhar.
Com esta base, analise que até oportunidades que parecem boas tem seu ângulo negativo se inseridas em momentos inoportunos.



