Tudo se alterna de tempos em tempos.
As reações, imposições e práticas se modificam de acordo com a cultura da época e as aceitações do momento. E você, tem se adaptado?
Em tempos de Fusões e Aquisições em grande escala, vemos empresas se unindo, comprando e conquistando novos territórios na tentativa de se solidificarem e se blindarem diante dos concorrentes, ganhando um corpo maior e tendo, com isso, a força necessária para sobreviver, atacar e se defender, nas ocasiões necessárias.
Você já traçou um paralelo entre as fusões empresariais atuais e as conquistas de países nos tempos antigos? Se não, analise comigo.
Na foto acima, vemos a imagem de uma das mais antigas moedas conhecidas, com a imagem de Alexandre, o Grande.
Alexandre foi um dos maiores conquistadores da história da humanidade.
Discípulo do filósofo Aristóteles, conquistou o sudeste da Europa até a Índia, alcançando também o Egito e o atual Afeganistão, iniciando com apenas 20 anos de idade. Como conseguir resultados tão amplos e em tão pouco tempo?
Além da maestria de suas ações e de sua ampla visão do trabalho que executava, a resposta está em aceitar culturas diversas.
Sua principal característica estava em sua visão administrativa, ao contrário de seus precursores, tinha uma visão de integração de culturas.
Muitas empresas ao se unirem com outras, sendo as duas bem sucedidas, tentam impor seus estilos administrativos e práticas executivas sem ao menos atentar o que o outro oferece de melhor… nesse sentido, Alexandre sabia incorporar o melhor da cultura conquistada e permitir que tudo permanecesse sem grandes traumas, oferecendo aos que foram conquistados um ambiente sem conflitos e agressividade. Conhecia o melhor da sociedade que conquistava e adotava nas outras que ainda não tinham tal prática.
Quantos executivos, atualmente, fazem o mesmo?
Será que pelo simples fato de duas empresas se unirem devemos correr e comprar suas ações acreditando que, juntas, serão uma potência de lucros e ganhos?
Suas histórias de sucesso, individuais, não irão necessariamente se repetir ao estarem unidas.
Quando duas empresas se unem com o espírito de soma, troca de melhorias e acréscimo de culturas a tendência é se fortalecerem e crescerem, mas, cuidado ao ver duas empresas que eram grandes concorrentes e não se “suportavam”, se unindo.
Ali dentro poderá haver uma enorme quantidade de funcionários rivais e jogos de vaidade que tenderão a fazer prevalecer suas ideias e práticas assim, tudo deverá ser mais difícil, trabalhoso e penoso, ainda que com competência e tempo, o resultado final poderá ser favorável.
Ao incorporar uma empresa ou mesmo ao criar um negócio, quer seja grande ou pequeno, incorpore o melhor da sua administração… e se for algo recém criado, incorpore o melhor dos profissionais que ali atuarão.
Com determinação e sem agressividade, aceitação e consciência, tudo tende a progredir e, apenas nesse contexto, a união se justifica, se fortalece e permanece.



