
Para alguns, talvez esta pergunta seja totalmente despropositada e acreditam que todos buscam o melhor, logo, lidar com o bom é desejável, portanto fácil e o melhor que se pode ter.
Então vamos continuar o tema… como alguns sabem, sou apaixonado por filosofia e vejo na “promoção do pensar” e do questionar, oportunidades que contribuem para elaborar planos mais conscientes, produtivos e, por conseqüência, assertivos.
O filósofo Sócrates tentava desconstruir certezas… questionar o certo e “arrancar”, no cerne da criatividade, respostas que até então estavam ocultas ou simplesmente ignoradas, isso estou querendo fazer com você.
Nem sempre o que é bom em teoria, o é na prática, agora serei mais objetivo…
Conheço uma empresa que tem um perfil vencedor e uma trajetória de sucesso e, de certa forma, buscada pela maior parte dos empresários.
Ela foi construída por 4 profissionais que saíram de uma empresa e montaram um negócio no mesmo ramo, pois conheciam bem e acreditavam poder executar com mais perspectivas, se oferecidos serviços mais completos e aproveitando os erros que os outros cometiam.
Enfim, após um pouco mais de 1 ano de funcionamento já estão bem posicionados no mercado.
Tem um faturamento sólido, tem lucro de sobra (literalmente), já que, ainda que invistam na expansão gradativa, ainda têm a possibilidade de contar com um caixa para eventuais dificuldades, mantendo a empresa fortalecida e capitalizada.
Você deve estar se perguntando, e qual a dificuldade disso?
A questão é… eles fazem um trabalho muito bem feito, com excelência e, por isso, chegam mais clientes a cada dia.
O ponto crucial é que, ao atenderem muito bem, se destacam e são diferenciados, assim, atraem novos clientes e aumentam a empresa. Só que há um detalhe, aumentar a empresa implica em contratar novos funcionários, treiná-los, não desviar o foco da excelência em seus serviços e conseguir, sempre, manter seus clientes satisfeitos.
Ai está o ponto difícil…
Mão de obra bem qualificada e sincronizada não se consegue da noite para o dia, então qual a melhor solução?
Manter a estrutura como está e promover uma expansão lenta, gradativa e tímida, não ousando para não arriscar o que se tem? Ou fazer um planejamento de crescimento que permitirá uma expansão rápida e real?
Para os que responderem que a expansão planejada é o melhor eu questionaria, de que forma, na prática? Como, efetivamente, manter a solidez, a boa margem de lucro com os sócios trabalhando com a rotina que tem e ainda treinar, capacitar, orientar e acompanhar novos profissionais?
Continuo este tema na próxima semana…



