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	<description>Ideias e Investimentos</description>
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		<title>O caminho da economia &#8211; Da macro à micro</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 20:37:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Autor Leonardo Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[O caminho da economia - Da macro à micro]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[crise internacional]]></category>
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		<description><![CDATA[O investidor brasileiro, acompanhando a tendência internacional, vive uma fase de incertezas sobre onde, quando e em que investir. Com a economia globalizada e o acesso aos mercados e capitais internacionais, é natural que uma crise de um país distante, evidenciando um risco, afete diversas outras economias que nem sempre tem relação direta com a<a href="http://www.banein.com/leonardo-siqueira/o-caminho-da-economia-da-macro-a-micro/o-caminho-da-economia-da-macro-a-micro/"> <br /><br /> (More)…</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-4319" title="Untitled" src="http://www.banein.com/wp-content/uploads/Untitled52.jpg" alt="" width="299" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;" align="center">O investidor brasileiro, acompanhando a tendência internacional, vive uma fase de incertezas sobre onde, quando e em que investir.</p>
<p style="text-align: justify;">Com a economia globalizada e o acesso aos mercados e capitais internacionais, é natural que uma crise de um país distante, evidenciando um risco, afete diversas outras economias que nem sempre tem relação direta com a que está enferma.<span id="more-4318"></span></p>
<p style="text-align: justify;">É importante destacar que enquanto as empresas brasileiras, por mais que sejam, em sua maioria, lucrativas e crescentes se analisadas anualmente, também sofrem os reflexos da economia internacional, gerando incertezas e receios, principalmente no mercado de ações.</p>
<p style="text-align: justify;">Seus valores de mercado têm caído vertiginosamente acompanhando a tendência da bolsa que, impulsionada pela incerteza no mercado europeu, com a forte crise grega e a desaceleração de outros membros como Itália e Espanha, somada a diminuição do ritmo da China e a incerteza dos EUA, faz, na totalidade, com que os investidores se amedrontem e retirem seus depósitos de aplicações de renda variável.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos, no Brasil, outro fluxo que caminha para fortalecer o desânimo do mercado que é a queda de juros e, por conseqüência, a queda de rendimento das aplicações de renda fixa, isto é, se analisada a economia em um curto prazo já que se for de longo, a tendência é que a economia se aqueça com este incentivo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação aos temores do mercado, o mais evidente neste momento é o da Grécia. Ainda que a economia grega não tenha um impacto significativo na comunidade européia, nem tão pouco na comunidade internacional, o receio do mercado não evidencia a sua força e sim a fragilidade da comunidade européia que, como um todo, está exposta a uma estagnação generalizada e um perigoso efeito cascata.</p>
<p style="text-align: justify;">A tendência é que a <strong>Grécia</strong> desacelere ainda mais nos próximos meses até que sejam tomadas as medidas definitivas de exclusão do euro ou da austeridade necessária para permanecer na comunidade e, com isso, pode-se também enxergar que o país caminha para queda, com sucessiva estabilidade e posterior e gradativa ascensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro receio infundado é o da <strong>China</strong>, que corria em velocidades astronômicas e ainda permanece em alta velocidade, tendo, apenas, desacelerado um pouco, o que não é motivo para maiores receios, não, por enquanto e não por este contexto. Um crescimento acima de 7% ao ano ainda deve ser analisado como de forte impacto.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, se analisarmos os <strong>EUA</strong>, percebo que<strong> </strong>estão em fase subestimada e subavaliada; Possuem ativos, capital financeiro e intelectual suficientes para voltar a acelerar após a forte queda que sofreram.</p>
<p style="text-align: justify;">De forma mais ampla, a Europa, com toda sua riqueza acumulada, está próxima de um limite de anos com sucessivos e amplificados ganhos e que com um patrimônio sólido, busca, agora, outras oportunidades. Neste contexto, os países emergentes e suas empresas são os que apresentam melhores perspectivas de um crescimento mais coerente.</p>
<p style="text-align: justify;">Em relação ao todo, não vejo uma crise generalizada que caminha para uma grande depressão e sim um ajuste para uma nova economia mundial, mais sólida, séria e previsível.</p>
<p style="text-align: justify;">Se hoje estamos crescendo é sinal de que no passado não subimos onde deveríamos estar&#8230; É um caminho cíclico e natural em todo processo físico.</p>
<p style="text-align: justify;">Arrisco ainda dizer que em breve alteraremos o mapa do fluxo financeiro mundial, fazendo uma distribuição mais igualitária e permitindo que os que mal caminharam até hoje, como nós, possamos dar passos em rumo dos que já caminharam muito.</p>
<p style="text-align: justify;">Com este pensamento e analisando as incertezas e temores, onde aplicar e o que esperar dos rendimentos?</p>
<p style="text-align: justify;">Os mais seguros, por mais simplista que pareça, são os que rendem. Esta é a evidente resposta que nem todos vêem.</p>
<p style="text-align: justify;">Afirmo isto para expor que aplicações em moeda, imóveis, metais, por mais seguras que sejam em determinados momentos, geram retorno apenas com a especulação do mercado que, em movimento constante, gera alterações e permite ter lucros em períodos de crise. Não geram renda efetiva, não produzem dinheiro, não empreendem.</p>
<p style="text-align: justify;">Empresas, ao contrário, geram lucros reais já que aumentam o capital em que estão construídas, assim, produzem dinheiro. Os lucros de uma empresa sólida, maiores ou menores –<em> dependendo do momento</em> – são reais, permanentes, factíveis e visíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">A busca e a visibilidade que o IPO do Facebook tem evidencia a ânsia em busca de empresas que apresentem boas perspectivas futuras&#8230; o grande problema é que estas empresas são mais facilmente encontradas fora do setor da tecnologia que é extremamente frágil e dependente de intermináveis e permanentes inovações e reconstruções.</p>
<p style="text-align: justify;">Empresas de capital aberto <em>(cotadas em bolsa)</em>, limitadas ao humor do mercado, estão à mercê do imponderável já que suas cotações não seguem nenhuma lógica matemática e sim puramente emocional. Por outro lado, nas empresas que não tem seu capital aberto, encontramos oportunidades que são e estão lucrativas, crescentes e permitem lucros reais acima de 40% a.a.</p>
<p style="text-align: justify;">Por todas estas razões há uma montanha de dinheiro que se acumula e caminha, partindo dos mercados mais ricos em rumo dos subdesenvolvidos, isto é, que estão em desenvolvimento. Recebo constantes investidores a procura de empresas sólidas e com perspectivas promissoras e, na proporção que este fluxo de capital aumenta, diminuem as oportunidades que são cada vez mais escassas, fruto da enorme concorrência.</p>
<p style="text-align: justify;">Projetos, negócios e empresas que necessitem de capital precisam, antes, se estruturar e preparar para apresentar-se ao mercado e só após este período estarão aptas a receber aportes de investimentos e aproveitar a ótima oportunidade que as crises oferecem. Neste momento, vejo com bons olhos as oportunidades de aquisição a preços baixos e com altas perspectivas de retorno.</p>
<p style="text-align: justify;">Perceba que em toda queda econômica uma ascensão futura se apresenta, assim, a dúvida se refere apenas a um aspecto temporal, isto é, quando aceleraremos novamente? Quando o momento chegar, os que estiverem mais sólidos, bem posicionados, estruturados e fortalecidos <em>(com aquisições e ampliações)</em> terão os melhores resultados.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante de tudo isso, você quer se posicionar na retaguarda e esperar o que os líderes decidirão ou irá para a vanguarda e será um dos líderes?</p>
<p style="text-align: justify;">A oportunidade está aqui e é para os que a enxergarem&#8230; decida, com que olhos, você quer ver.</p>
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		<title>Gestão de Pessoas &#8211; Nosso estilo Lippy e Hardy de ser</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 11:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador - Francisco Renaldo Costa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog Filosofia e Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Sucesso x Fracasso]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[otimismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Francisco Renaldo da Costa É incrível como gastamos tanto tempo reclamando. Tudo é motivo para perdemos a calma e aleatoriamente jogarmos nossos raios impetuosos, “estilo  Zeus de ser” , para quem quer se apresente diante de nossos olhos. A experiência comprova que nestes momentos somos impetuosos e diria até mesmo impiedosos. Capazes de destruir<a href="http://www.banein.com/reflexoes-corporativas/sucesso-x-fracasso/gestao-de-pessoas-nosso-estilo-lippy-e-hardy-de-ser/"> <br /><br /> (More)…</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://blogfilosofiaevida.com/wp-content/uploads/2012/03/lippy1.jpg"><img class="aligncenter size-thumbnail wp-image-2673" src="http://blogfilosofiaevida.com/wp-content/uploads/2012/03/lippy1-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Francisco Renaldo da Costa</em></p>
<p style="text-align: justify;">É incrível como gastamos tanto tempo reclamando. Tudo é motivo para perdemos a calma e aleatoriamente jogarmos nossos raios impetuosos, “estilo  Zeus de ser” , para quem quer se apresente diante de nossos olhos. A experiência comprova que nestes momentos somos impetuosos e diria até mesmo impiedosos. Capazes de destruir o dia da pobre alma que deparou-se diante de nós, pelo menos assim pensamos.<span id="more-4302"></span></p>
<p style="text-align: justify;">“A vida é como um eco. Se não estamos contentes com que estamos recebendo, devemos ficar atentos ao que estamos emitindo”. Li esta frase no livro O Sucesso não ocorre por acaso  ( Dr. Lair Ribeiro)  no ano de 2002 e desde esta data trago sempre comigo, é o meu mantra preferido. São daquelas frases que devem ser repetidas cotidianamente para que tornem verdade e assim colocada em prática.</p>
<p style="text-align: justify;">Sou professor de Filosofia, alguns alunos questionam-me quanto a importância da disciplina. Sou enfático, filosofia, é daquelas disciplinas que em teoria é linda, decoramos e passamos para o próximo ano letivo, nota 10;  na vida, é esquecida, conseqüentemente, somos reprovados.</p>
<p style="text-align: justify;">Com tanto tempo focado em nossas reclamações, não temos tempo para percebermos o que está acontecendo ao nosso lado. Você já parou para pensar que ninguém é feliz sozinho? Felicidade é construída na ponte do “eu ao nós”. Se ninguém é feliz sozinho, porque insistimos em afastar as pessoas de nós? Se não somos felizes sozinhos, porque o nosso pensar e agir é tão quadrado ao ponto de acreditar que a  felicidade será alcançada quando todos nos darem as mãos e saírem  em marcha com faixas e vozes enlouquecidas afirmando que a vida não presta e   todos que aproximam-se  são egoístas, pensam somente em si mesmas. Falta-nos acreditar mais nos ser humano.</p>
<p style="text-align: justify;">Vale lembrar que um dos maiores desafios da vida moderna  é o autodomínio, gerenciar suas próprias emoções.</p>
<p style="text-align: justify;">Daniel Goleman (psicólogo  e pesquisador americano) pesquisou centenas de pessoas e chegou à conclusão que a realização pessoal e sucesso profissional dependem de alguns fatores comportamentais/emocionais, que por sua vez, podem ser treinadas/desenvolvidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo ele, o  QE (Quociente de inteligência emocional) é responsável por 80% do sucesso de uma pessoa, restando 20% para o QI (quociente de inteligência lógico-matemática).</p>
<p style="text-align: justify;">Outra informação importante é  da consultora Waleska Farias-  80% das demissões no mundo corporativo são por causa do QE . (veja vídeo <a href="http://blogfilosofiaevida.com/index.php/2010/11/01/mercado-de-trabalho-demissoes-por-qe/">acesse aqui</a> )</p>
<p style="text-align: justify;">E você como está? Como no clássico desenho Lippy e Hardy? Afirma constantemente: “Ó céus, ó vida, ó azar!”  Se sim, que tal prestar mais atenção em si mesmo e desenvolver a sua inteligência emocional?</p>
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		<title>A Filosofia e a Felicidade</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 11:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador - Francisco Renaldo Costa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Francisco Renaldo Costa Desde o nascimento  da filosofia, o  pensamento ocidental têm se preocupado com a  origem da felicidade. Um dos primeiros a fazer a pergunta “o que é felicidade?” foi Aristóteles, que, de uma maneira típica de filósofos, antes de fornecer uma resposta,  insistiu em fazer uma distinção entre duas perguntas. Sua primeira<a href="http://www.banein.com/blog-filosofia-e-vida/a-filosofia-e-a-felicidade/"> <br /><br /> (More)…</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://blogfilosofiaevida.com/wp-content/uploads/2011/12/A-felicidade5.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-2535" src="http://blogfilosofiaevida.com/wp-content/uploads/2011/12/A-felicidade5-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>Por Francisco Renaldo Costa</em></p>
<p style="text-align: justify;">Desde o nascimento  da filosofia, o  pensamento ocidental têm se preocupado com a  origem da felicidade.<span id="more-4306"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Um dos primeiros a fazer a pergunta “o que é felicidade?” foi Aristóteles, que, de uma maneira típica de filósofos, antes de fornecer uma resposta,  insistiu em fazer uma distinção entre duas perguntas. Sua primeira pergunta foi o que significava a palavra ‘felicidade’… sua origem é  grega:  <em>eudaimonia</em>. Sua segunda pergunta foi onde a felicidade pode ser  encontrada, ou seja, o que é que nos faz verdadeiramente felizes.<br />
Para ele  era inútil tentar responder à segunda questão, sem ter questionado a primeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo o filósofo  Epicuro um dos maiores prazeres da vida encontrava-se na amizade. Entende que bons amigos são relativamente fáceis de se  obter, e contribui para um fluxo quase infinito de prazer. Uma grande mansão cheia de luxos, mas vazia de amizade traria menos prazer do que uma pequena casa que é compartilhada com amigos de verdade. Ser feliz para  viver uma vida simples,  buscando experiências que proporcionem prazer (este entendido como ausência da dor e sem excessos , visando  a virtude como guia).</p>
<p>Recordo-me neste momento de Stephen R. Covey em <em>Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes</em>, quando faz a distinção entre a <strong>Ética da Personalidade</strong> (pós Primeira Guerra Mundial), onde a visão básica do sucesso está na personalidade, ou seja, na imagem pública, nas atitudes e nos comportamentos, é uma ética da habilidade e das técnicas que lubrificam o processo de interação humana. Do outro lado <strong>Ética do Caráter</strong> (150 anos atrás), partindo do pressuposto  os princípios são básicos para uma vida proveitosa, o sucesso e a felicidade acontece quando o indivíduo integra-se a estes princípios.</p>
<p>A felicidade onde está? Ela está dentro (ética do caráter) e não fora (ética da personalidade) dos indivíduos. E desatentos somos … insistimos em fundamentar  a  existência nas aparências, levando-nos para as decepções e frustações. Ser feliz significa vivenciar o momento presente e ser capaz de projetar-se no futuro. Senão fizermos este exercício tudo ficará efêmero.</p>
<p>O que podemos afirmar depois destas considerações: SER FELIZ É SIMPLES,  nós <em>homo sapiens</em>, exageramos em nossa racionalidade, a confundimos com o puro exercício da razão, esquecemos que somos também <em>homo demens</em> (Edgar Morin). Vivemos no labirinto da razão e nos deparamos com o mundo ainda desconhecido dos afetos, da loucura e paixão pela vida, que para sorrir afasta-se da sapiência.</p>
<p>Todo problema está no equilíbrio <em>sapiens </em>e <em>demens</em>.  A verdadeira felicidade encontra-se no cotidiano, não acima da razão e distante da emoção. <em>O equilíbio é a palavra chave para vivenciarmos a verdadeira felicidade.</em></p>
<p>Um filósofo que deixou muito claro esta relação foi Friedrich Wilhelm <em>Nietzsche.</em> Nele, encontramos o ideal de ser humano  entre Apolo (deus da beleza, harmonia, equiíbrio, ordem) e Dionísio (deus do vinho, alegria, paixão, caos). Somente Apolo correremos o risco de não sorrir para a vida. Apenas Dionísio viveremos o impulso desordenado.</p>
<p>A vocês queridos leitores, amigos, alunos… sejam felizes!!!!!!!!!!! Sempre!!!!!</p>
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		<title>Associativismo empresarial: a ação coletiva do capital</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 19:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prisma Consultoria Internacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Associativismo empresarial: a ação coletiva do capital]]></category>
		<category><![CDATA[associativismo empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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		<description><![CDATA[Não é de hoje que as associações de diversos cunhos existem. Estudos antropológicos recentes demonstraram a importância das associações no processo de evolução histórico-social humano. Os indivíduos têm encontrado nessa forma específica de organização, cujo pressuposto é a coletividade, um meio para realizarem seus interesses individuais. Sejam eles políticos, culturais, sociais e econômicos. Uma associação<a href="http://www.banein.com/prisma-consultoria-internacional/associativismo-empresarial-a-acao-coletiva-do-capital/associativismo-empresarial-a-acao-coletiva-do-capital/"> <br /><br /> (More)…</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-4310" title="Untitled" src="http://www.banein.com/wp-content/uploads/Untitled51.jpg" alt="" width="299" height="172" /></p>
<p style="text-align: justify;" align="center">Não é de hoje que as associações de diversos cunhos existem. Estudos antropológicos recentes demonstraram a importância das associações no processo de evolução histórico-social humano.<span id="more-4309"></span> Os indivíduos têm encontrado nessa forma específica de organização, cujo pressuposto é a coletividade, um meio para realizarem seus interesses individuais. Sejam eles políticos, culturais, sociais e econômicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma associação consiste em um grupo de indivíduos que se organizam coletivamente para facilitar a concretização de seus interesses particulares, podendo ter personalidade jurídica.  Visando uma maior articulação de seus membros na realização de seus objetivos, é comum a existência de uma hierarquia nas organizações desse tipo. As associações empresariais, objeto de estudo do presente artigo, surgem a partir da observância de interesses e problemas comuns, junto às diferentes capacidades empresariais que cada associado possui. O interesse em construí-las vem do compartilhamento de condições comuns de realização do capital em geral, uma vez que, a existência de capitais particulares leva á inevitáveis disputas ao capital, o que “compromete” certa estabilidade do sistema.  O intuito desse tipo de organização é promover aos seus membros facilidades no alcance de seus objetivos particulares. Como objetivos gerais desse tipo de organização, podemos destacar: a promoção do desenvolvimento comum, o proporcionamento de um maior entendimento entre os membros, troca de experiências e de “tecnologias”, além do aumento do poder desse grupo frente ao governo e ao mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Como mencionado anteriormente, as associações são inerentes a vida humana, contudo, uma forma singular do fenômeno associativista, tem se mostrado objeto de estudo de diversas ciências. O associativismo empresarial tem sido objeto de vertentes estruturantes da Sociologia Política. Dois de seus maiores expoentes são: o individualismo metodológico de Mancur Olson e a análise sociológica das classes sociais de Claus Offe e Helmut Wiesenthal.</p>
<p style="text-align: justify;">O chamado associativismo empresarial nasceu na Alemanha em meados do século XX com um grupo de pequenas empresas, que segundo Roehrs, “tinham por objetivo comum resolver o problema da nação alemã quanto à produção de bens”. Devido a sua eficiência comprovada, o associativismo empresarial se espalhou e recebeu fortes incentivos governamentais para a sua consolidação.</p>
<p style="text-align: justify;">A valorização dada ao sistema associativista, se deve ao fato de que através dessa prática, cujo objetivo principal é fornecer ferramentas que possibilitem as empresas associadas uma maior participação no mercado, as MPEs<a title="" href="file:///C:/Users/Siqueira/Downloads/Associativismo%20empresarial.docx#_ftn1">[1]</a> têm encontrado uma forma de sobreviver ao alto grau de competitividade acelerado pelo capitalismo concorrencial. Essa estratégia se consolidou entre as MPEs por serem estas o setor do empresariado que encontram dificuldades latentes de sobrevivência. As MPEs brasileiras constituem um caso específico quanto às sérias dificuldades encontradas por esse setor ao enfrentar uma concorrência predatória, aprofundada pelo processo de globalização dos mercados.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a década de 90 foi marcada pela inserção das empresas nacionais no mercado internacional e uma maior abertura econômica. Essas empresas encontraram um ambiente empresarial a nível internacional altamente competitivo, além do fato de não ter, em sua grande maioria, condições de atuar e sobreviver na disputa acirrada por mercado. Depararam-se em um cenário concorrencial extermidor, no qual diversas empresas já estavam habituadas e há tempo estavam consolidadas e tecnicamente avançadas. Esse cenário implicou em uma desvantagem competitiva para as empresas nacionais, principalmente para as MPEs, setor este que corresponde mais de 90% do empresariado brasileiro, segundo levantamento do SEBRAE. As dificuldades encontradas por elas foram e ainda são, dos mais variados tipos.  Basicamente, a essas empresas faltavam e ainda em grande escala faltam, inovação tecnológica, mão de obra qualificada, uma carga tributária que permite o seu desenvolvimento e matéria prima acessível entre outras coisas. Esses fatores tornariam o custo de produção mais baixo, dando a elas um maior fôlego na competição. Outro aspecto que foi fonte de dificuldades para as MPEs na concorrência exterminadora e predatória na qual se encontravam foi a cultura dos empresários brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;">O cenário de competição acirrada tornou-se condição para que o associativismo empresarial se consolidasse como forte estratégia de sobrevivência para as MPEs no mercado. Aos poucos foi havendo uma mudança quanto ao estigma cultural do empresariado brasileiro. A passividade quanto às dinâmicas do mercado, a apatia na participação da vida política do país e o mito da inferioridade desses empresários deram lugar a um corpo de empresários que adquiriram consciência política e de classe.</p>
<p style="text-align: justify;">A esse processo de conscientização de classe para si é que o fenômeno associativista empresarial está ligado. Os empresários adquirem o poder político ao se organizarem, tomam conhecimento de seus interesses e vêm no controle de grande parte do fluxo de investimento no país um meio para &#8220;barganharem&#8221; com o Estado, tendo em vista o atendimento de suas demandas. Para isso, dão coerência aos interesses do capital em formato de projetos político-econômicos, uma vez que são eles mediadores na formulação dos interesses do capital.</p>
<p style="text-align: justify;">            Além das associações empresariais permitirem aos associados um diálogo horizontal com o governo, dando ao empresariado poder junto à esfera política, ela também objetiva a vantagem competitiva que constitui a base do sucesso de qualquer empreendimento<a title="" href="file:///C:/Users/Siqueira/Downloads/Associativismo%20empresarial.docx#_ftn2">[2]</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Como meio para alcançar essa vantagem competitiva, o sistema associativista se fundamenta em alianças estratégicas que são segundo Lorange e Roos (1996) “a modalidade de negócio do futuro, atalho para a competitividade, e foram criadas para combinar esforços: gerando maior poder de barganha junto aos fornecedores, em termos de poder de compra e contratos mais favoráveis no longo prazo; mantendo uma força de vendas mais forte para ficar em melhor posição; desenvolvendo e explorando novas tecnologias através de esforços conjuntos”.</p>
<p style="text-align: justify;">As alianças estratégicas surgem como resposta às novas dificuldades que o fenômeno da globalização dos negócios trás e que afeta principalmente as MPEs.  A busca pelo melhor padrão de qualidade para o consumidor, que consiste em um diferencial de sobrevivência no mercado, implica em soluções sistêmicas para o seu alcance.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Tachizawa (2002) “cientes destas dificuldades muitas empresas estão recorrendo a alianças, como o associativismo. Esta nova forma de relação entre a pequena empresa e seus fornecedores, clientes e demais instituições de seu ambiente de atuação, as capacita a desenvolverem enfoques abrangentes para os seus mercados, responder rapidamente às novas oportunidades, criar novos mercados, compartilhar informações e atuar de forma conjunta, entre outras possibilidades, contrapondo-se às redes multinacionais” que, segundo Bassi (2000) “ameaçam a sobrevivência do varejo regional com suas tecnologias de comercialização, fontes baratas de recursos financeiros, maior poder de negociação e experiência em atuar em mercados maduros mais competitivos”.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, as alianças estratégicas promovem maiores chances de sucesso em um cenário concorrencial, do que as probabilidades que os associados individualmente teriam. Através delas, esse setor pode aprender com/e se adaptar as novas dinâmicas mercadológicas que o fenômeno da globalização dos negócios trouxe, utilizando-as como defesa ao surgimento de novos concorrentes.</p>
<p style="text-align: justify;">  Embora reduza os conflitos e promova condições para a sobrevivência do micro e pequeno empresariado, o associativismo não garante a igualdade dos ganhos para cada associado. Mesmo havendo semelhanças, cada membro constitui uma particularidade. Longe de serem apenas mediadoras, as associações empresariais são resultado de conflitos entre frações da burguesia que usam do poder econômico para influenciar as decisões políticas em seu benefício. Uma vez na esfera política, essa classe é capaz de transformar as suas demandas em interesses políticos, além de serem vistas como instituições que consolidam o processo democrático.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um país como o Brasil, onde a presença do governo é fortemente perceptível na condução das dinâmicas do mercado, usando para isso de políticas monetárias, fiscais e trabalhistas; o associativismo empresarial se fortalece, procurando em suas ações influenciar essa intervenção. A luta pela política, capacidade essa definida por Weber<a title="" href="file:///C:/Users/Siqueira/Downloads/Associativismo%20empresarial.docx#_ftn3">[3]</a> de influenciar, liderar o processo de tomada de decisão sob o aparato estatal, ocorre muitas vezes via associação-governo. As associações empresarias facilitam a  representação dos setores do empresariado junto ao governo.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje há vários exemplos de associações empresarias capazes de influenciar decisões políticas que interferem na economia. Entre elas podemos citar: a FIESP, a CNI e as Câmaras de Comércio que fomentam o comércio bilateral. A própria dinâmica da concorrência predatória que existe no mercado, implica no uso do associativismo como ferramenta de coordenação dos interesses particulares do empresariado. É interesse do próprio capital a manutenção do capitalismo e das condições para o seu funcionamento. Sendo assim, o associativismo empresarial funciona como barreira a certas práticas que colocariam em xeque a viabilidade do sistema capitalista, base de nossa sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Dhyonatan J. Silva</p>
<p style="text-align: justify;">Consultor da Prisma Jr. Consultoria Internacional</p>
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<p>Referências Bibliográficas</p>
<p>BASSI, E. 2000. Empresas Locais e Globalização: guia de oportunidades estratégicas para o dirigente nacional. São Paulo: Cultura.</p>
<p>LORANGE, P e ROSS, J. 1999 Alianças Estratégicas: Formação, Implementação e Evolução. São Paulo: Atlas.</p>
<p>WEBER, Max. 2005. A Política como Vocação. In: WEBER, M. Ensaios de Sociologia. São Paulo: LTC</p>
<p>OFFE, C. &amp; WIESENTHAL, H. 1984. Duas lógicas da ação coletiva: notas teóricas sobre a classe social e a forma de organização.  In: OFFE, C. Problemas estruturais do Estado capitalista. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro.</p>
<p>OLSON, M. 1971. The Logic of Collective Action: Public Goods and the Theory of Groups. Cambridge, Mass. : Harvard University</p>
<p>PORTER, Michel E. , 1990. Vantagem Competitiva: Criando e sustentando um desempenho superior. Rio de Janeiro: Campus.</p>
<p>SEBRAE Ideal 2000 – Como Construir alianças estratégicas  e associativismo  econômico.</p>
<p>SEBRAE Ideal 2000 – O que é e como funciona uma entidade de representação empresarial.</p>
<p>TACHIZAWA, T. 2002. Criação de novos negócios: Gestão de micro e pequenas empresas. Rio de Janeiro: FVG.</p>
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<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
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<p><a title="" href="file:///C:/Users/Siqueira/Downloads/Associativismo%20empresarial.docx#_ftnref1">[1]</a> Segundo o SEBRAE (Sistema Brasileiro de Apoio ás Empresas) são consideradas micro empresas as que possuem no comércio e serviços até 09 empregados e na indústria até 19 empregados. As empresas de pequeno porte são aquelas que possuem no comércio e serviços de 10 a 49 empregados e na indústria de 20 a 99 empregados.</p>
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<p><a title="" href="file:///C:/Users/Siqueira/Downloads/Associativismo%20empresarial.docx#_ftnref2">[2]</a> “A vantagem competitiva está no âmago de qualquer estratégia e para obtê-la é preciso que a empresa escolha o tipo de vantagem competitiva que quer obter e o escopo dentro do qual irá alcançá-la, seja na logística, no marketing ou nos serviços associados”.</p>
<p align="right"><em>                                                         PORTER, Michel &#8211; </em><em>Vantagem Competitiva: Criando e sustentando um desempenho superior</em><em></em></p>
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<p><a title="" href="file:///C:/Users/Siqueira/Downloads/Associativismo%20empresarial.docx#_ftnref3">[3]</a> Ensaios de Sociologia Weber Max. A política como Vocação.</p>
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