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	<title>Banein &#187; Prisma Consultoria Internacional</title>
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	<description>Ideias e Investimentos</description>
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		<title>Associativismo empresarial: a ação coletiva do capital</title>
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		<pubDate>Fri, 11 May 2012 19:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prisma Consultoria Internacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Associativismo empresarial: a ação coletiva do capital]]></category>
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		<category><![CDATA[negócios]]></category>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/prisma-consultoria-internacional/associativismo-empresarial-a-acao-coletiva-do-capital/associativismo-empresarial-a-acao-coletiva-do-capital/' addthis:title='Associativismo empresarial: a ação coletiva do capital '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Não é de hoje que as associações de diversos cunhos existem. Estudos antropológicos recentes demonstraram a importância das associações no processo de evolução histórico-social humano. Os indivíduos têm encontrado nessa forma específica de organização, cujo pressuposto é a coletividade, um meio para realizarem seus interesses individuais. Sejam eles políticos, culturais, sociais e econômicos. Uma associação<a href="http://www.banein.com/prisma-consultoria-internacional/associativismo-empresarial-a-acao-coletiva-do-capital/associativismo-empresarial-a-acao-coletiva-do-capital/"> <br /><br /> (More)…</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/prisma-consultoria-internacional/associativismo-empresarial-a-acao-coletiva-do-capital/associativismo-empresarial-a-acao-coletiva-do-capital/' addthis:title='Associativismo empresarial: a ação coletiva do capital '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: justify;" align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-4310" title="Untitled" src="http://www.banein.com/wp-content/uploads/Untitled51.jpg" alt="" width="299" height="172" /></p>
<p style="text-align: justify;" align="center">Não é de hoje que as associações de diversos cunhos existem. Estudos antropológicos recentes demonstraram a importância das associações no processo de evolução histórico-social humano.<span id="more-4309"></span> Os indivíduos têm encontrado nessa forma específica de organização, cujo pressuposto é a coletividade, um meio para realizarem seus interesses individuais. Sejam eles políticos, culturais, sociais e econômicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma associação consiste em um grupo de indivíduos que se organizam coletivamente para facilitar a concretização de seus interesses particulares, podendo ter personalidade jurídica.  Visando uma maior articulação de seus membros na realização de seus objetivos, é comum a existência de uma hierarquia nas organizações desse tipo. As associações empresariais, objeto de estudo do presente artigo, surgem a partir da observância de interesses e problemas comuns, junto às diferentes capacidades empresariais que cada associado possui. O interesse em construí-las vem do compartilhamento de condições comuns de realização do capital em geral, uma vez que, a existência de capitais particulares leva á inevitáveis disputas ao capital, o que “compromete” certa estabilidade do sistema.  O intuito desse tipo de organização é promover aos seus membros facilidades no alcance de seus objetivos particulares. Como objetivos gerais desse tipo de organização, podemos destacar: a promoção do desenvolvimento comum, o proporcionamento de um maior entendimento entre os membros, troca de experiências e de “tecnologias”, além do aumento do poder desse grupo frente ao governo e ao mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">Como mencionado anteriormente, as associações são inerentes a vida humana, contudo, uma forma singular do fenômeno associativista, tem se mostrado objeto de estudo de diversas ciências. O associativismo empresarial tem sido objeto de vertentes estruturantes da Sociologia Política. Dois de seus maiores expoentes são: o individualismo metodológico de Mancur Olson e a análise sociológica das classes sociais de Claus Offe e Helmut Wiesenthal.</p>
<p style="text-align: justify;">O chamado associativismo empresarial nasceu na Alemanha em meados do século XX com um grupo de pequenas empresas, que segundo Roehrs, “tinham por objetivo comum resolver o problema da nação alemã quanto à produção de bens”. Devido a sua eficiência comprovada, o associativismo empresarial se espalhou e recebeu fortes incentivos governamentais para a sua consolidação.</p>
<p style="text-align: justify;">A valorização dada ao sistema associativista, se deve ao fato de que através dessa prática, cujo objetivo principal é fornecer ferramentas que possibilitem as empresas associadas uma maior participação no mercado, as MPEs<a title="" href="file:///C:/Users/Siqueira/Downloads/Associativismo%20empresarial.docx#_ftn1">[1]</a> têm encontrado uma forma de sobreviver ao alto grau de competitividade acelerado pelo capitalismo concorrencial. Essa estratégia se consolidou entre as MPEs por serem estas o setor do empresariado que encontram dificuldades latentes de sobrevivência. As MPEs brasileiras constituem um caso específico quanto às sérias dificuldades encontradas por esse setor ao enfrentar uma concorrência predatória, aprofundada pelo processo de globalização dos mercados.</p>
<p style="text-align: justify;">No Brasil, a década de 90 foi marcada pela inserção das empresas nacionais no mercado internacional e uma maior abertura econômica. Essas empresas encontraram um ambiente empresarial a nível internacional altamente competitivo, além do fato de não ter, em sua grande maioria, condições de atuar e sobreviver na disputa acirrada por mercado. Depararam-se em um cenário concorrencial extermidor, no qual diversas empresas já estavam habituadas e há tempo estavam consolidadas e tecnicamente avançadas. Esse cenário implicou em uma desvantagem competitiva para as empresas nacionais, principalmente para as MPEs, setor este que corresponde mais de 90% do empresariado brasileiro, segundo levantamento do SEBRAE. As dificuldades encontradas por elas foram e ainda são, dos mais variados tipos.  Basicamente, a essas empresas faltavam e ainda em grande escala faltam, inovação tecnológica, mão de obra qualificada, uma carga tributária que permite o seu desenvolvimento e matéria prima acessível entre outras coisas. Esses fatores tornariam o custo de produção mais baixo, dando a elas um maior fôlego na competição. Outro aspecto que foi fonte de dificuldades para as MPEs na concorrência exterminadora e predatória na qual se encontravam foi a cultura dos empresários brasileiros.</p>
<p style="text-align: justify;">O cenário de competição acirrada tornou-se condição para que o associativismo empresarial se consolidasse como forte estratégia de sobrevivência para as MPEs no mercado. Aos poucos foi havendo uma mudança quanto ao estigma cultural do empresariado brasileiro. A passividade quanto às dinâmicas do mercado, a apatia na participação da vida política do país e o mito da inferioridade desses empresários deram lugar a um corpo de empresários que adquiriram consciência política e de classe.</p>
<p style="text-align: justify;">A esse processo de conscientização de classe para si é que o fenômeno associativista empresarial está ligado. Os empresários adquirem o poder político ao se organizarem, tomam conhecimento de seus interesses e vêm no controle de grande parte do fluxo de investimento no país um meio para &#8220;barganharem&#8221; com o Estado, tendo em vista o atendimento de suas demandas. Para isso, dão coerência aos interesses do capital em formato de projetos político-econômicos, uma vez que são eles mediadores na formulação dos interesses do capital.</p>
<p style="text-align: justify;">            Além das associações empresariais permitirem aos associados um diálogo horizontal com o governo, dando ao empresariado poder junto à esfera política, ela também objetiva a vantagem competitiva que constitui a base do sucesso de qualquer empreendimento<a title="" href="file:///C:/Users/Siqueira/Downloads/Associativismo%20empresarial.docx#_ftn2">[2]</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Como meio para alcançar essa vantagem competitiva, o sistema associativista se fundamenta em alianças estratégicas que são segundo Lorange e Roos (1996) “a modalidade de negócio do futuro, atalho para a competitividade, e foram criadas para combinar esforços: gerando maior poder de barganha junto aos fornecedores, em termos de poder de compra e contratos mais favoráveis no longo prazo; mantendo uma força de vendas mais forte para ficar em melhor posição; desenvolvendo e explorando novas tecnologias através de esforços conjuntos”.</p>
<p style="text-align: justify;">As alianças estratégicas surgem como resposta às novas dificuldades que o fenômeno da globalização dos negócios trás e que afeta principalmente as MPEs.  A busca pelo melhor padrão de qualidade para o consumidor, que consiste em um diferencial de sobrevivência no mercado, implica em soluções sistêmicas para o seu alcance.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com Tachizawa (2002) “cientes destas dificuldades muitas empresas estão recorrendo a alianças, como o associativismo. Esta nova forma de relação entre a pequena empresa e seus fornecedores, clientes e demais instituições de seu ambiente de atuação, as capacita a desenvolverem enfoques abrangentes para os seus mercados, responder rapidamente às novas oportunidades, criar novos mercados, compartilhar informações e atuar de forma conjunta, entre outras possibilidades, contrapondo-se às redes multinacionais” que, segundo Bassi (2000) “ameaçam a sobrevivência do varejo regional com suas tecnologias de comercialização, fontes baratas de recursos financeiros, maior poder de negociação e experiência em atuar em mercados maduros mais competitivos”.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, as alianças estratégicas promovem maiores chances de sucesso em um cenário concorrencial, do que as probabilidades que os associados individualmente teriam. Através delas, esse setor pode aprender com/e se adaptar as novas dinâmicas mercadológicas que o fenômeno da globalização dos negócios trouxe, utilizando-as como defesa ao surgimento de novos concorrentes.</p>
<p style="text-align: justify;">  Embora reduza os conflitos e promova condições para a sobrevivência do micro e pequeno empresariado, o associativismo não garante a igualdade dos ganhos para cada associado. Mesmo havendo semelhanças, cada membro constitui uma particularidade. Longe de serem apenas mediadoras, as associações empresariais são resultado de conflitos entre frações da burguesia que usam do poder econômico para influenciar as decisões políticas em seu benefício. Uma vez na esfera política, essa classe é capaz de transformar as suas demandas em interesses políticos, além de serem vistas como instituições que consolidam o processo democrático.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um país como o Brasil, onde a presença do governo é fortemente perceptível na condução das dinâmicas do mercado, usando para isso de políticas monetárias, fiscais e trabalhistas; o associativismo empresarial se fortalece, procurando em suas ações influenciar essa intervenção. A luta pela política, capacidade essa definida por Weber<a title="" href="file:///C:/Users/Siqueira/Downloads/Associativismo%20empresarial.docx#_ftn3">[3]</a> de influenciar, liderar o processo de tomada de decisão sob o aparato estatal, ocorre muitas vezes via associação-governo. As associações empresarias facilitam a  representação dos setores do empresariado junto ao governo.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje há vários exemplos de associações empresarias capazes de influenciar decisões políticas que interferem na economia. Entre elas podemos citar: a FIESP, a CNI e as Câmaras de Comércio que fomentam o comércio bilateral. A própria dinâmica da concorrência predatória que existe no mercado, implica no uso do associativismo como ferramenta de coordenação dos interesses particulares do empresariado. É interesse do próprio capital a manutenção do capitalismo e das condições para o seu funcionamento. Sendo assim, o associativismo empresarial funciona como barreira a certas práticas que colocariam em xeque a viabilidade do sistema capitalista, base de nossa sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Dhyonatan J. Silva</p>
<p style="text-align: justify;">Consultor da Prisma Jr. Consultoria Internacional</p>
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<p>Referências Bibliográficas</p>
<p>BASSI, E. 2000. Empresas Locais e Globalização: guia de oportunidades estratégicas para o dirigente nacional. São Paulo: Cultura.</p>
<p>LORANGE, P e ROSS, J. 1999 Alianças Estratégicas: Formação, Implementação e Evolução. São Paulo: Atlas.</p>
<p>WEBER, Max. 2005. A Política como Vocação. In: WEBER, M. Ensaios de Sociologia. São Paulo: LTC</p>
<p>OFFE, C. &amp; WIESENTHAL, H. 1984. Duas lógicas da ação coletiva: notas teóricas sobre a classe social e a forma de organização.  In: OFFE, C. Problemas estruturais do Estado capitalista. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro.</p>
<p>OLSON, M. 1971. The Logic of Collective Action: Public Goods and the Theory of Groups. Cambridge, Mass. : Harvard University</p>
<p>PORTER, Michel E. , 1990. Vantagem Competitiva: Criando e sustentando um desempenho superior. Rio de Janeiro: Campus.</p>
<p>SEBRAE Ideal 2000 – Como Construir alianças estratégicas  e associativismo  econômico.</p>
<p>SEBRAE Ideal 2000 – O que é e como funciona uma entidade de representação empresarial.</p>
<p>TACHIZAWA, T. 2002. Criação de novos negócios: Gestão de micro e pequenas empresas. Rio de Janeiro: FVG.</p>
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<div><br clear="all" /></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
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<p><a title="" href="file:///C:/Users/Siqueira/Downloads/Associativismo%20empresarial.docx#_ftnref1">[1]</a> Segundo o SEBRAE (Sistema Brasileiro de Apoio ás Empresas) são consideradas micro empresas as que possuem no comércio e serviços até 09 empregados e na indústria até 19 empregados. As empresas de pequeno porte são aquelas que possuem no comércio e serviços de 10 a 49 empregados e na indústria de 20 a 99 empregados.</p>
<p>&nbsp;</p>
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<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Users/Siqueira/Downloads/Associativismo%20empresarial.docx#_ftnref2">[2]</a> “A vantagem competitiva está no âmago de qualquer estratégia e para obtê-la é preciso que a empresa escolha o tipo de vantagem competitiva que quer obter e o escopo dentro do qual irá alcançá-la, seja na logística, no marketing ou nos serviços associados”.</p>
<p align="right"><em>                                                         PORTER, Michel &#8211; </em><em>Vantagem Competitiva: Criando e sustentando um desempenho superior</em><em></em></p>
</div>
<div>
<p><a title="" href="file:///C:/Users/Siqueira/Downloads/Associativismo%20empresarial.docx#_ftnref3">[3]</a> Ensaios de Sociologia Weber Max. A política como Vocação.</p>
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		<title>A situação europeia e o Brasil</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Sep 2011 17:44:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prisma Consultoria Internacional</dc:creator>
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		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[relações internacionais]]></category>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/prisma-consultoria-internacional/a-situacao-europeia-e-o-brasil/a-situacao-europeia-e-o-brasil/' addthis:title='A situação europeia e o Brasil '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Nas últimas semanas foi possível ver o drama que acontece na Europa, entre o BCE – Banco Central Europeu – e os países que mais sofriam com a crise que se iniciou em 2008, entre eles a Grécia, Itália, Espanha e Irlanda.Porém foi na Espanha e Itália em que ocorreu certa polêmica, que chegou até<a href="http://www.banein.com/prisma-consultoria-internacional/a-situacao-europeia-e-o-brasil/a-situacao-europeia-e-o-brasil/"> <br /><br /> (More)…</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/prisma-consultoria-internacional/a-situacao-europeia-e-o-brasil/a-situacao-europeia-e-o-brasil/' addthis:title='A situação europeia e o Brasil '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3887" title="Untitled1" src="http://www.banein.com/wp-content/uploads/Untitled110.jpg" alt="" width="300" height="131" /></p>
<p style="text-align: justify;">Nas últimas semanas foi possível ver o drama que acontece na Europa, entre o BCE – Banco Central Europeu – e os países que mais sofriam com a crise que se iniciou em 2008, entre eles a Grécia, Itália, Espanha e Irlanda.Porém foi na Espanha e Itália em que ocorreu certa polêmica, que chegou até a envolver o FMI: a compra de títulos espanhóis e italianos pelo BCE.</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-3886"></span>Tal episódio foi considerado pelos responsáveis como correto, porém muitos especialistas ainda afirmam que essa “ajuda” foi momentânea e vai possivelmente agravar  a situação desses países. Porém para entender essa crítica é preciso primeiro entender como seu deu e o que é a crise europeia.</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiramente, com a crise que se iniciou em 2008 nos Estados Unidos, os bancos, o que certamente inclui os europeus<strong>, </strong>ficaram sem liquidez e restringiram drasticamente os créditos, o que ameaçou asfixiar o conjunto da economia. Os Estados, por sua vez, para deixar que isso não arruinasse sua economia interna, ajudaram os bancos falidos, pegando dinheiro emprestado de outras instituições privadas estrangeiras (outros bancos). Ou seja, salvaram uns, mas ao mesmo tempo se endividaram. A dívida acumulada ficou tão grande, como é o claro caso da Espanha e da Itália, que uma hora as grandes agências de classificação de risco, como a Standard and Poor&#8217;s (que recentemente rebaixou os EUA de AAA para AA+), simplesmente sancionaram o endividamento excessivo destes Estados, o que fez com que a taxa dos juros dos empréstimos adquiridos anteriormente aumentassem. O primeiro país a passar por esta situação foi a Grécia, mas o cenário rapidamente se alastrou para o resto da União Europeia, afetando principalmente a Espanha, a Itália e a Irlanda.</p>
<p style="text-align: justify;">Feito isso, e com juros altíssimos, os países se percebem quase falidos. É aqui que o BCE entrouem ação. Criadoem 1998, o BCE é na teoria é um banco totalmente independente, ou seja, não pode emprestar dinheiro a nenhum governo, porém não é o que acontece na prática. Com fortíssima influência alemã o BCE decidiu “ajudar” os países endividados, concedendo um plano de ajuda, porém este deveria contar com a participação do FMI – Fundo Monetário Internacional. Nas palavras do governo alemão, a participação do FMI é fundamental, pois neste momento as instituições europeias carecem de auditores severos o suficiente para pressionar os governos envolvidos, e o FMI seria capaz de fazer isso. O que está sendo apontado como problema então é a maneira de como FMI pressiona os governos, que é exigir esforços antissociais dos países, manobra clássica na história desta organização. Entre essas demandas estão cortes brutais no orçamento público, arrocho salarial e privatizações, tudo com o objetivo de cortar gastos públicos e dirigir o excedente para o pagamento da dívida externa. Medidas como essa por sua vez tem impactos um tanto quanto negativos no ambiente interno.</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos indivíduos obviamente sofrerão, e já sofrem. A maioria deles são obviamente os assalariados, principalmente os que trabalham para o governo. Apenas para exemplificar, recentemente o Ministro da Economia da Itália, Giulio Tremonti anunciou, sem muitos detalhes (uma vez que um roteiro de ação ainda está sendo elaborado), os planos para atender as especificações do BCE e do FMI, o que inclui corte nos gastos políticos e até mesmo a &#8220;demissão de funcionários compensados com mecanismos de seguridade sociais mais favoráveis”, uma espécie de “direito à demissão”. O Ministro ainda citou mudanças na previdência social e até mesmo a taxação sobre rendas anuais maiores que 60 mil euros, a chamada “contribuição da solidariedade”. São medidas como estas que provavelmente vão criar o efeito inverso do esperado, e irão acabar por causar uma maior instabilidade econômica e política, não só dentro dos países em crise, mas consequentemente na União Europeia como um todo. Até agora foram vistos protestos da população contra seus governos, mas muito provavelmente chegará a hora em que perceberão que o verdadeiro culpado é um agente exterior, e se virarão contra a própria U.E.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal cenário econômico e político com certeza afeta as relações internacionais, e influencia muitas outras economias, como é o caso do Brasil. Em um curto prazo o que pode ser visto é a queda das ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo, mas ainda não se pode dizer quais serão as consequências em longo prazo. Especialistas dizem que se deve fazer o mesmo que foi feito em 2008, ou seja, manter o crescimento. Quando a crise dos Estados Unidos chegou ao Brasil, foi o consumo das famílias que garantiu a evolução da economia, e neste ano não deve ser diferente. Se o Brasil crescer no mínimo 4%, enquanto os outros países crescerem pouco ou nada, será o suficiente. De qualquer forma, é necessário tomar cuidado com as exportações, pois países endividados que comercializam com o Brasil podem diminuir a quantidade de produtos que são importados, o que poderá afetar negativamente a economia brasileira. Em relação às medidas governamentais, o governo brasileiro pretende ampliar a capacidade de intervenção do Estado na economia, sempre tomando cuidado em não divulgar medidas consideradas fortes de maneira abrupta, pois isso pode assustar os investidores. Já as empresas privadas, como as dos setores bancários e petroleiros, provavelmente irão adotar posições mais “defensivas” nas negociações que estão por vir.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil não deve, portanto, se abalar com a situação internacional, e devemos trabalhar para que as palavras da presidente Dilma Rousseff não se provem erradas: que o Brasil passe por mais uma crise financeira internacional “sem tremer”.</p>
<p style="text-align: justify;">Caio Guimarães Pereira Zeidler</p>
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		<title>Índia: um mercado a ser descoberto</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 16:43:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prisma Consultoria Internacional</dc:creator>
				<category><![CDATA[Índia: um mercado a ser descoberto]]></category>
		<category><![CDATA[comércio exterior]]></category>
		<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[mercado]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/prisma-consultoria-internacional/india-um-mercado-a-ser-descoberto/india-um-mercado-a-ser-descoberto/' addthis:title='Índia: um mercado a ser descoberto '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>A Índia continua a ser um mistério. Apesar de a Ásia concentrar cerca de 60% da população mundial e ser responsável por aproximadamente 20% do PIB mundial, as notícias econômicas que concernem a essa região do planeta tratam, sobretudo, do crescimento chinês ou da estagnação japonesa. A Índia, apesar de seu crescimento vigoroso e de<a href="http://www.banein.com/prisma-consultoria-internacional/india-um-mercado-a-ser-descoberto/india-um-mercado-a-ser-descoberto/"> <br /><br /> (More)…</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/prisma-consultoria-internacional/india-um-mercado-a-ser-descoberto/india-um-mercado-a-ser-descoberto/' addthis:title='Índia: um mercado a ser descoberto '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3206" title="India" src="http://www.banein.com/wp-content/uploads/India1.jpg" alt="" width="300" height="400" /></p>
<p style="text-align: justify;">A Índia continua a ser um mistério. Apesar de a Ásia concentrar cerca de 60% da população mundial e ser responsável por aproximadamente 20% do PIB mundial, as notícias econômicas que concernem a essa região do planeta tratam, sobretudo, do crescimento chinês ou da estagnação japonesa.<span id="more-3204"></span></p>
<p style="text-align: justify;">A Índia, apesar de seu crescimento vigoroso e de seu potencial mercado, tem sido deixada no segundo plano quando se trata de publicações sobre economia internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">A economia indiana, nesta última década, tem crescido em um ritmo superior a 7,5% por ano e atualmente seu PIB figura entre os 15 maiores do mundo: sem dúvida é uma das mais importantes potências emergentes.</p>
<p style="text-align: justify;">O que nos resta então é a questão de por que este mercado gigantesco, que a cada ano aumenta em milhões o número de consumidores, tem sido negligenciado pelas empresas brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o crescimento populacional e econômico da Índia se mantiver relativamente estável nos próximos anos, as empresas, não apenas brasileiras como também dos demais países, terão uma grande oportunidade de expansão de seus negócios. Porém, além das commodities já exportadas pelo Brasil, as empresas nacionais deveriam focar no mercado de produtos industrializados e semi-industrializados indiano: o crescimento econômico, ao elevar a renda das famílias, eleva também a demanda por produtos mais refinados e com maior valor agregado.</p>
<p style="text-align: justify;">As empresas indianas necessitam de bens de consumo duráveis a fim de fomentar seu grande crescimento industrial.</p>
<p style="text-align: justify;">Como a Índia tem uma economia diversificada, há segmentos em que suas companhias competem com as brasileiras e outros nos quais os mercados se completam.</p>
<p style="text-align: justify;">Para as empresas brasileiras o segundo caso é mais interessante. É o caso, por exemplo, da indústria aeroespacial brasileira: a Embraer não conta com nenhum concorrente direto na Índia, e este é um país cujas dimensões exigem que o transporte, hoje muito dependente dos trens, seja também feito por aeronaves de médio e grande porte, justamente o nicho comercial explorado pela empresa brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">A Índia atualmente apresenta um nível de crescimento industrial superior à média mundial. Suas empresas siderúrgicas, com destaque para a Arcelor Mittal, e automobilísticas, em especial a Tata Motors, encontram-se entre as maiores do mundo. Isso significa que o país é um potencial mercado para empresas brasileiras ligadas ao ramo de extração de minério de ferro, como, por exemplo, a Vale.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe às empresas brasileiras buscarem um mercado novo, usando características que o Brasil tem em comum com a Índia como possível ponte comercial e meio de aproximação entre essas duas nações que certamente terão um papel cada vez mais relevante na economia mundial. Esse é o momento de nos aproximarmos deste país e terminar de uma vez por todas com o mistério que é o mercado indiano para as empresas nacionais.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Tomás Andreetta, consultor da Prisma Consultoria Internacional.</em></p>
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		<title>Excesso de ofertas, escassez de conhecimento</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 14:44:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Prisma Consultoria Internacional</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/prisma-consultoria-internacional/excesso-de-ofertas-escassez-de-conhecimento/excesso-de-ofertas-escassez-de-conhecimento/' addthis:title='Excesso de ofertas, escassez de conhecimento '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Já é não mais possível, enquanto nação, viver no isolamento. É ideal que as portas sejam abertas para oferecer ajuda àqueles que dela necessitam, a fim de que o apoio externo também seja dado quando preciso. O olhar do Brasil para África é exemplo de tal postura. As relações entre Brasil e África foram impulsionadas<a href="http://www.banein.com/prisma-consultoria-internacional/excesso-de-ofertas-escassez-de-conhecimento/excesso-de-ofertas-escassez-de-conhecimento/"> <br /><br /> (More)…</a>]]></description>
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<p style="text-align: justify;">Já é não mais possível, enquanto nação, viver no isolamento.</p>
<p style="text-align: justify;">É ideal que as portas sejam abertas para oferecer ajuda àqueles que dela necessitam, a fim de que o apoio externo também seja dado quando preciso.</p>
<p style="text-align: justify;">O olhar do Brasil para África é exemplo de tal postura.<span id="more-3070"></span></p>
<p style="text-align: justify;">As relações entre Brasil e África foram impulsionadas pelo governo Médici, época em que o crescimento econômico exigia abundância em fontes de energia, que podiam ser encontradas no continente africano.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, a relação ainda é fundamentada por tal objetivo; porém, ainda que a solidariedade não seja a real intenção do Brasil ao influenciar a economia africana, o perfil estrutural e econômico de várias regiões da África pôde ser beneficiado pela atuação brasileira. Tal interferência ocorre, principalmente, na área de construção civil, ainda que o custo seja extremamente elevado, devido à necessidade de remoção das minas, que precede o início das construções.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao se considerar apenas o âmbito econômico, pode-se dizer que o continente é um mercado demasiadamente importante para o Brasil, já que muitos dos países africanos crescem de 15 a 20% por ano. Assim, os investimentos brasileiros podem trazer repercussões bastante positivas, justamente pelo alvo se tratar de países em que o PIB dobra em apenas quatro anos, e têm repercussão na medida em que colaboram para o desenvolvimento da infra-estrutura dos países africanos.</p>
<p style="text-align: justify;">A Odebrecht, empresa de empreendimentos imobiliários, por exemplo, é a maior empregadora particular em Angola.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante desse contexto, torna-se dubitável a atitude de diversos empresários que se recusam a investir no continente. A ajuda humanitária à África deixa de ser totalmente aconselhável, visto que, não raramente, visa à proliferação da religião e é capaz de impedir a manutenção do senso crítico da população, por substituir a função do governo e estimular, assim, que ele faça da transferência de seus deveres ao terceiro setor algo natural.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto o altruísmo de pessoas do mundo inteiro é convertido em corrupção e impede o desenvolvimento econômico dos países africanos, os envolvidos no meio corporativo e as tantas transnacionais espalhadas pelo planeta negam-se a instalar indústrias e franquias na África.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao recusarem propostas dos governos africanos, seja por preconceito ou por subestimação da situação econômica de tais regiões e do que têm a oferecer, os empresários perdem a oportunidade de se envolverem com países riquíssimos em recursos naturais e, não raramente, pouco afetados por crises, por estarem menos integrados com a economia mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto é facilmente previsível que conferem às próximas décadas disputas por tais elementos, a hidrografia africana não é devidamente aproveitada devido à escassez de meios tecnológicos para tal.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse sentido, torna-se previsível também que o mundo manterá os olhos fechados para o continente africano até que dele passem a depender.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em><span style="color: #888888;">&#8220;Luísa Fondello é consultora da Prisma Consultoria Internacional&#8221;</span></em></strong></p>
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