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	<title>Banein &#187; Colaborador &#8211; Marcos Hashimoto</title>
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	<description>Ideias e Investimentos</description>
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		<title>Você trabalha em equipe ou em time?</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 10:30:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador - Marcos Hashimoto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/marcos-hashimoto/voce-trabalha-em-equipe-ou-em-time/voce-trabalha-em-equipe-ou-em-time/' addthis:title='Você trabalha em equipe ou em time? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Uma vez recebemos em casa um casal amigo da família. Conversa vai, conversa vem, uma hora eles disseram que tinham um relacionamento muito bom, pois quase não brigavam ou discutiam entre eles. Falavam com orgulho do clima de tolerância que ambos cultivavam e como será importante o casal saber ‘engolir sapos’ para manter a relação.<a href="http://www.banein.com/marcos-hashimoto/voce-trabalha-em-equipe-ou-em-time/voce-trabalha-em-equipe-ou-em-time/"> <br /><br /> (More)…</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/marcos-hashimoto/voce-trabalha-em-equipe-ou-em-time/voce-trabalha-em-equipe-ou-em-time/' addthis:title='Você trabalha em equipe ou em time? '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4288" title="Untitled3" src="http://www.banein.com/wp-content/uploads/Untitled310.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez recebemos em casa um casal amigo da família. Conversa vai, conversa vem, uma hora eles disseram que tinham um relacionamento muito bom, pois quase não brigavam ou discutiam entre eles. Falavam com orgulho do clima de tolerância que ambos cultivavam e como será importante o casal saber ‘engolir sapos’ para manter a relação. Eles falavam com tal convicção e orgulho que cheguei a me sentir um péssimo marido. Poucos meses depois eu soube que eles se separaram. Fiquei surpreso no início, pois jamais imaginaria que um casal que se entendia tão bem podia terminar assim.<span id="more-4287"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Mas, pensando melhor, cheguei à conclusão que talvez esta tolerância mútua pudesse ter sido o próprio motivo da separação. Um casal que se tolera não necessariamente é um casal que se entende, pelo contrário. Eu e minha esposa concordamos e temos afinidades sobre muitas coisas, mas também discordamos e discutimos sobre pontos divergentes. Até brigamos eventualmente quando as divergências são muito grandes e a relevância idem. Os conflitos são necessários em todas as relações interpessoais verdadeiras. Assumir uma postura defensiva para proteger a si mesmo ou ao outro é muito perigoso no longo prazo, pois os ‘sapos’ vão inevitavelmente se acumulando até explodir.</p>
<p style="text-align: justify;">O grupo humorístico Casseta &amp; Planeta está voltando à telinha depois de um período sabático em que repensaram o modelo do programa e tiveram a oportunidade de se reinventar. Como eles têm várias atividades além do programa que envolve vários membros, em suas reuniões semanais a pauta das atividades da semana é discutida. Com frequência, acontecem vários ‘quebra-paus’ nestas reuniões, pois cada um tem um ponto de vista sobre uma idéia e quer defendê-lo. Quem ouve a gritaria do lado de fora já está até acostumado, pois todos sabem que no final acaba tudo bem, o que foi decidido é garantido e assumido por todos e saem todos abraçados. Bem, eles sabem trabalhar em TIME!       Mais do que uma equipe, um time cultiva uma relação de confiança e comprometimento mútuo que permite que todos tenham a liberdade de ser transparente sem machucar ou ferir o orgulho ou brios do outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Se, em favor do grupo, você prefere se calar para não gerar nenhum conflito ou correr o risco de se indispor com alguém, você pode até se sentir parte da equipe, mas não trabalha em time. A democracia e igualdade de leis e regras para todos é uma forma de forçar o trabalho em equipe, mas não reflete o espírito do time.</p>
<p style="text-align: justify;">A indisciplina em cumprir horários e participar dos treinos que marcava a personalidade do agora deputado Romário sempre foi criticado pelos companheiros. Um time reconhece que existem diferenças entre as pessoas e suas funções. Se a um atacante finalizador, como ele era, é exigido apenas que esteja no lugar certo e na hora certa, o time deve entender que ele não precisa necessariamente se adequar incondicionalmente ao mesmo treinamento que um zagueiro, que precisa voltar para marcar rapidamente. Para Romário, as regras impostas não faziam sentido para ele. A padronização das regras iguala todos porque o espírito de equipe diz que o que vale para um deve se aplicar a todos e as pessoas se ofendem quando um quebra a regra, mesmo que justificadamente. Um time não funciona assim. As pessoas num time colaboram e se dispõem a fazer o trabalho do outro quando necessário, sem melindres ou cobranças posteriores. Num time, a máxima ‘Todos são iguais perante a lei’ não vale.</p>
<p style="text-align: justify;">O sentimento das pessoas em uma equipe é ‘Precisamos ter uma regra para isso, senão as pessoas não fazem’, enquanto o sentimento que impera no time é ‘Eu preciso fazer isso, pois fizeram por mim’. No time, o comprometimento é com as pessoas e não com as regras, o grau de maturidade e da consciência de que o todo é mais importante do que as partes é maior do que em uma equipe.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez trabalhei numa empresa em que o presidente tinha o hábito de reunir seus diretores duas vezes por mês para discutir assuntos estratégicos. Um dos diretores, o Lúcio, era considerado por seus colegas um verdadeiro ‘mala sem alça’ de tão chato. Lúcio era o ‘do contra’. Quando todos concordavam com uma proposta ou opinião, era sempre ele que levantava um ponto qualquer e insistia em voltar a discuti-lo. Parecia que ele era sempre contra a maioria, não se convencia, não aceitava votações, levantava objeções e restrições, discordava, fazia perguntas impertinentes. Quando as pessoas sabiam que ele estaria na reunião o comentário geral era: ‘Xiii, então a reunião vai levar o dia inteiro!’</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez, o presidente me confidenciou a sua intenção de despedi-lo, pois achava que ele não trabalhava em favor da equipe. Eu lhe respondi: ‘É verdade, ele não trabalha pela equipe, ele trabalha pela empresa! Pense melhor no que está dizendo. Quantas vezes vocês mudaram de opinião depois de uma intervenção dele? Quantas vezes ele contribuiu com colocações que ninguém havia pensado antes? Quantas vezes ele foi o único a discordar de um ponto quando ninguém tivera a coragem de fazê-lo? Ele não é um ‘maria-vai-com-as-outras’, ele tem sua opinião própria e seu único pecado é se manifestar sem hipocrisia. Justamente por este motivo é que acho que ele é a pessoa mais importante da sua empresa.’ Ele refletiu um pouco sobre minhas palavras e resolveu mantê-lo. Lúcio continua nesta empresa até hoje.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é fácil trabalhar em time, não é fácil separar o pessoal do profissional ao discordar de um ponto de vista. O brasileiro, ao contrário dos alemães, japoneses e americanos, é muito ligado ao emocional, tem dificuldade em assumir uma opinião contrária, pois pode ser visto como uma ofensa pessoal. Da mesma forma, não é fácil colocar em risco sua imagem pessoal, sua reputação e seu emprego ao assumir a coragem de falar ‘não’ e iniciar uma discussão, por mais que você acredite ser necessário.</p>
<p style="text-align: justify;">O espírito de time só acontece quando existe uma auto-confiança muito grande em primeiro lugar, e uma relação de confiança mútua bem forte, em segundo lugar, que permita às pessoas verem os conflitos como necessários para o crescimento e desenvolvimento de todos. Num time, assim como num casal ou numa família, os debates, exaltados ou não, são importantes para manter as relações sempre ‘limpas’, num caminho em direção ao amadurecimento contínuo e perene. Em um grupo, 2+2=4; Numa equipe, 2+2=5; mas num time, 2+2=<strong>1</strong>.</p>
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		<title>Sementes empreendedoras</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 11:00:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador - Marcos Hashimoto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Hashimoto]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/marcos-hashimoto/sementes-empreendedoras/sementes-empreendedoras/' addthis:title='Sementes empreendedoras '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Minha filha me mostrou algo que me surpreendeu. Uma pasta cheia de folhas de fichário em branco, mais de 90 folhas diferentes umas das outras, constituindo uma bela coleção parecida com aquelas coleções de papel de carta que as meninas da minha época faziam. Ela começou há apenas 4 semanas, trocando folhas com suas amigas<a href="http://www.banein.com/marcos-hashimoto/sementes-empreendedoras/sementes-empreendedoras/"> <br /><br /> (More)…</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/marcos-hashimoto/sementes-empreendedoras/sementes-empreendedoras/' addthis:title='Sementes empreendedoras '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4285" title="Untitled2" src="http://www.banein.com/wp-content/uploads/Untitled210.jpg" alt="" width="300" height="224" /></p>
<p style="text-align: justify;">Minha filha me mostrou algo que me surpreendeu. Uma pasta cheia de folhas de fichário em branco, mais de 90 folhas diferentes umas das outras, constituindo uma bela coleção parecida com aquelas coleções de papel de carta que as meninas da minha época faziam. Ela começou há apenas 4 semanas, trocando folhas com suas amigas e já tinha um resultado surpreendente, aparentemente a coleção mais variada e completa da classe.<span id="more-4284"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Bem, mas como isso pode me surpreender? Todas as meninas da sua idade estavam fazendo esta coleção, é típico da idade e não deveria representar nenhuma novidade, mas o que me surpreendeu foi o seu aprendizado com o processo. Veja algumas lições sobre valor e negociação desta singela brincadeira:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Folhas grandes valem mais do que folhas pequenas. A troca acontece na proporção de 1 folha grande por duas pequenas. Uma simples definição de valor baseado em tamanho.</p>
<p style="text-align: justify;">2) Quanto mais folhas existem do mesmo modelo, menos as amigas querem trocar, por isso, ao comprar, ela pesquisou bastante e escolheu um modelo exclusivo, que ninguém tinha e que despertou interesse imediato.</p>
<p style="text-align: justify;">3) Às vezes, quando alguém quer muito uma folha dela, ela barganha por duas da outra, ocasionalmente até mais.</p>
<p style="text-align: justify;">4) Ela não se importa de pegar folhas repetidas quando troca, pois sabe que é importante ter variedade para poder negociar melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">5) No começo, as trocas se limitavam à sua classe, com o tempo, ela aprendeu que suas chances aumentariam se passasse a trocar com amigas da vizinhança, colegas dos irmãos, primos e parentes, etc. Com isso, ela ajudou a disseminar a cultura, aumentando a rede de trocas, popularizando a prática em outras escolas e aumentando a diversidade de folhas no mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">6) Ela me pediu para comprar um novo bloco de papel com motivos para meninos. Eu estranhei. Porque suas amigas iriam querer trocar por papéis de menino? Ela respondeu que não era para trocar com as meninas e sim com os meninos. Sua meta era clara, assim como os parâmetros de desempenho: Variedade farta, não importa qual seja o tema, as oportunidades advindas da diversificação de mercado.</p>
<p style="text-align: justify;">7) Quando seu bloco estava terminando ela parava de trocar para não ficar sem. Mesmo quando eu assegurava que compraria outro, ela manteve as restrições de troca. Suas amigas então atribuíram um valor maior às folhas dela por causa deste comportamento e assim ela acabava obtendo acordos mais favoráveis, um mecanismo de criação de valor, pela atribuição de importância.</p>
<p style="text-align: justify;"> <img src='http://www.banein.com/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> Mesmo tendo sucesso nas trocas com um tema exclusivo, ao renovar seu estoque ela não queria o mesmo modelo, mas outro igualmente exclusivo. No começo, os papéis mais bonitos valiam mais, mas com o tempo, o mercado mudou sua concepção de valor e o que passou a valer foram as folhas diferentes. Ou seja, na hora de comprar para trocar ou ao escolher entre um bonito e um exclusivo, este tinha a preferência.</p>
<p style="text-align: justify;">9) A mais recente novidade foi a sua iniciativa de comprar papéis em branco e ela mesma desenhar e pintar as margens decorativas, enriquecendo com furadoras em formato de bichos e adesivos diversos. Cada folha é uma arte única e, quando fica bem desenhado, cada folha exclusiva vale até 5 folhas normais das colegas.</p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes não nos damos conta do quanto as crianças aprendem sobre empreendedorismo sem nem saber o que é empreendedorismo e muito menos saber que estão aprendendo. Aprender, para eles, é o que eles fazem na sala de aula. Eles ignoram o aprendizado embutido nestas atividades divertidas, lúdicas e interessantes.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando aproveitados de forma apropriada, estas experiências podem ser replicadas em outras situações, também dentro da realidade deles e sempre reforçando estes conceitos de atribuição e criação de valor. É o garoto que é chamado para os jogos de futebol porque ele tem a bola, é a menina que reúne sempre as amigas na sua casa e não gasta um tostão com a comido porque as amigas sempre levam um prato porque na casa delas não tem piscina, é o jovem nerd que é sempre chamado nas festas porque ele preparar resumos das aulas para os colegas estudarem, em todas as atividades vemos exemplos de como se cria valor a partir de coisas corriqueiras.</p>
<p style="text-align: justify;">As habilidades de negociação também são aprendizados que adquirimos na infância. Quando algo nos interessa muito, fazemos qualquer coisa para obtê-la. Com criatividade, mesmo quem não tem salário, orçamento ou mesada pode oferecer várias coisas no processo de negociação, e assim aprende que, quanto maior o valor percebido da outra parte no que está sendo oferecido, maior o poder de barganha. Não é com teoria que aprendemos isso, é com a prática.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o orgulho de quem começa a enxergar os primeiros traços empreendedores, eu perguntei à minha filha: ‘E para escrever, o que vocês usam?’ Sua resposta foi lacônica: ‘Caderno’. Claro, que outra resposta poderia esperar dela? Quem vai querer estragar suas ricas e valiosas folhas de fichário para escrever anotações de aula? Este é mais um episódio do meu rico e constante aprendizado sobre empreendedorismo vindo de meus filhos.</p>
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		<title>Construir para Desconstruir</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 18:10:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador - Marcos Hashimoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Construir para Desconstruir]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Hashimoto]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/marcos-hashimoto/construir-para-desconstruir/construir-para-desconstruir/' addthis:title='Construir para Desconstruir '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>Durante toda nossa vida aprendemos a aprender. Adquirimos conhecimentos, interpretamos informações, processamos dados. Primeiro em casa, com nossos pais; depois na escola, com nossos professores; por fim, com a vida, pelas experiências que vivemos. Para tudo isso, assistimos aulas, lemos jornais, navegamos na internet e exploramos todas as formas de aprendizado. Dos livros à televisão.<a href="http://www.banein.com/marcos-hashimoto/construir-para-desconstruir/construir-para-desconstruir/"> <br /><br /> (More)…</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/marcos-hashimoto/construir-para-desconstruir/construir-para-desconstruir/' addthis:title='Construir para Desconstruir '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4281" title="Untitled1" src="http://www.banein.com/wp-content/uploads/Untitled111.jpg" alt="" width="300" height="197" /></p>
<p style="text-align: justify;">Durante toda nossa vida aprendemos a aprender.</p>
<p style="text-align: justify;">Adquirimos conhecimentos, interpretamos informações, processamos dados.<span id="more-4280"></span></p>
<p style="text-align: justify;">Primeiro em casa, com nossos pais; depois na escola, com nossos professores; por fim, com a vida, pelas experiências que vivemos. Para tudo isso, assistimos aulas, lemos jornais, navegamos na internet e exploramos todas as formas de aprendizado.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos livros à televisão. Dos cursos à internet. Todo um esforço que parte de um pressuposto que nos foi ensinado logo no começo de nossas vidas: Só se dá bem na vida quem aprende, sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Por conta disto, vemos uma legião crescente de pessoas ansiosas por informação, assinando todos os tipos de boletins e newsletters, fazendo cursos on-line, lendo jornais de cabo a rabo, sem se permitir perder um minuto do telejornal ou ouvir uma música no carro ao invés de uma música. Quanto mais informações temos à nossa disposição, maior a ansiedade por estar informado de tudo o que acontece.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabe qual o efeito deste fenômeno? O excesso de informação e conhecimento mata nossa capacidade de pensar. A pasteurização do conhecimento pelas mídias e a massificação dos canais de comunicação estão empobrecendo a nossa capacidade de raciocinar, refletir, discordar e questionar. É muito cômodo receber a informação já processada, mastigada, pronta para o consumo. É muito confortável assumir como nossa a opinião de um especialista que comenta sobre um determinado assunto. Não percebemos que estamos ficando com um tipo de preguiça mental.</p>
<p style="text-align: justify;">Obviamente não quero acabar com as instituições do conhecimento. Até porque eu faço parte delas. Elas são necessárias e graças a elas que todo o caminho do desenvolvimento tem sido construído e trilhado ao longo da existência humana. O que estou tentando alertar é que não existe a construção dos novos caminhos futuros partindo apenas de prerrogativas previamente existentes. O novo envolve inexoravelmente a destruição do antigo. Embora esta construção tenha acontecido até os dias de hoje, estou percebendo que a condição humana vivida hoje vem aumentando aos poucos a resistência do comportamento de destruição.</p>
<p style="text-align: justify;">Posso citar inúmeros exemplos do dia-a-dia no qual isto acontece. Empregados recebem manuais e processos e são doutrinados a segui-los sem questionar. Alunos recebem passivamente os ensinamentos de seus mestres e seus livros, e qualquer estímulo ao espírito crítico é desestimulado. Filhos são educados nos mesmos princípios que seus pais, sua cultura e sua sociedade e crescem acreditando que apenas elas são válidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu sei bem o que estou falando, porque meu trabalho é justamente o de desconstruir estas tais ‘verdades absolutas e inquestionáveis’ que impedem as pessoas de criar e mudar. Em empresas, meu maior esforço é destruir todos os princípios dos funcionários que os impedem de ver novas possibilidades, desmontar o ‘jeito certo de fazer as coisas’, matar vacas sagradas e derrubar mitos e paradigmas. As resistências são inúmeras, pois forço as pessoas a saírem de suas zonas de conforto para encarar, com outros olhos, verdades diferentes que eles rejeitavam, e, por rejeitar, não enxergavam as oportunidades ali escondidas.</p>
<p style="text-align: justify;">Com os meus alunos se passa a mesma coisa, o desafio de desconstruir as ferramentas, técnicas, teorias, métodos e procedimentos que eles aprenderam nos livros e com outros professores, para estimulá-los a criar suas próprias teorias, técnicas e ferramentas. Ensinar que algo mal feito criado por eles vale mais do que algo feito pelo uso de uma ferramenta. Como pode? Eles questionam. Qual o valor disto? Não se conformam. Porque reinventar a roda se alguém já fez isso e posso copiar? Me interrogam. Levo um semestre inteiro nesta luta, pois o racional pensamento positivista cartesiano é mais forte e mais apelativo, pois coloca ordem e regras nas coisas, justamente o que todos querem e procuram formação justamente para este fim. Alguns alunos entendem o recado logo no começo, mas alguns chegam ao final do semestre sem captar a mensagem. Quem sabe a ficha cai em algum momento no futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">O mundo é tão complexo que não podemos mais nos dar ao luxo de assumir que apenas meia dúzia de ferramentas possam resolver todos os problemas. Para dar conta dos desafios de hoje, precisamos saber adaptar, flexibilizar, reinventar. Precisamos pensar diferente dos demais para inovar. Precisamos ousar mudar, nos atrever a testar novos modelos e novas formas baseados em paradigmas que não existiam antes. Em que momento da sua vida você aprende isso? Aí que está o problema.</p>
<p style="text-align: justify;">O importante aqui é que só podemos desconstruir DEPOIS que construímos. Não dá para criar um ser humano que não siga regras, não tenha princípios e não aprenda padrões. A construção formal é necessária e importante, fundamental em nosso processo de formação e obrigatório para nossa inserção no mercado de trabalho. Só precisamos nos dar conta que o conhecimento formal nos coloca no jogo, mas é a capacidade de pensar diferente que nos diferencia dos demais. O que sabemos, embora importante, não pode ser definitivo e imutável. A verdadeira habilidade que as empresas procurarão em jovens no futuro não é a capacidade de aprender, mas a capacidade de aprender, desaprender, para então aprender novamente. Este deve ser o novo paradigma do conhecimento.</p>
<p style="text-align: justify;">“É o que pensamos que sabemos que nos impede de aprender” Claude Bernard, fisiologista francês.</p>
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		<title>O poder da visão</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 11:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Colaborador - Marcos Hashimoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[O poder da visão]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[inovação corporativa]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Hashimoto]]></category>
		<category><![CDATA[visão]]></category>

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		<description><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/marcos-hashimoto/o-poder-da-visao/o-poder-da-visao/' addthis:title='O poder da visão '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>  Rogério é um jovem de 21 anos, como muitos de sua idade, sonhador e idealista. Muitos projetos na cabeça, muita energia e muita vontade de construir um futuro de sucesso. Ele sabe que está na fase de aprender. Acaba de concluir o curso superior em Tecnologia da Informação. Prepara-se agora para fazer um mestradoem<a href="http://www.banein.com/marcos-hashimoto/o-poder-da-visao/o-poder-da-visao/"> <br /><br /> (More)…</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://www.banein.com/marcos-hashimoto/o-poder-da-visao/o-poder-da-visao/' addthis:title='O poder da visão '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div><p style="text-align: justify;"> <img class="aligncenter size-full wp-image-4136" title="Untitled" src="http://www.banein.com/wp-content/uploads/Untitled46.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p style="text-align: justify;">Rogério é um jovem de 21 anos, como muitos de sua idade, sonhador e idealista. Muitos projetos na cabeça, muita energia e muita vontade de construir um futuro de sucesso.<span id="more-4135"></span> Ele sabe que está na fase de aprender. Acaba de concluir o curso superior em Tecnologia da Informação. Prepara-se agora para fazer um mestradoem Finanças Corporativas. Interessa-sepor assuntos tão diversos quanto Tae-kwon-do, a luta marcial, e física quântica. Lê livros de astrologia e assina revistas de botânica. Pergunte-lhe o que espera da vida e suas vagas respostas dão uma idéia da imaturidade que rege suas ações presentes, tão típico em jovens que sofrem com as indefinições e falta de rumo, muito comum nesta faixa etária. Para Rogério, é importante adquirir conhecimento, aprender o que puder sobre tudo, pois algum dia vai ter um bom uso para esta diversidade de informações.</p>
<p style="text-align: justify;">Tome agora o exemplo de Jorge, 40 anos. Ex-bancário, também se formou em Computação em 1983, fez 3 pós-graduações e um mestrado em Administração. É professor universitário e vende seus conhecimentos a uma empresa de software de médio porte, como consultor autônomo. Por mais de uma vez recusou a oferta de dedicar-se integralmente a esta empresa em troca de uma participação na sociedade. Igualmente tem ignorado os conselhos dos amigos que sugerem que deixe de trabalhar sozinho e aproveite todo o seu potencial para abrir uma empresa de consultoria. Não. Para Jorge, ainda que tentadoras, estas oportunidades o levam para fora do caminho que havia traçado em sua vida. Seu projeto de vida é construir uma carreira em que não tenha que trabalhar como funcionário, mas que também não precise assumir os riscos e a responsabilidade de dirigir uma empresa própria.</p>
<p style="text-align: justify;">O que diferencia Jorge e Rogério é a mesma coisa que Jorge tem em comum com grandes empreendedores, sobreviventes de holocaustos e esportistas de sucesso: Uma visão poderosa do futuro. É como se estas pessoas especiais tivessem o poder de prever o futuro. Não, não quero dizer que empreendedores possuem este dom sobrenatural. Na verdade, seu dom se resume a tomar as decisões importantes na vida que o levam a este futuro, é a capacidade de construir o futuro que ele previu.</p>
<p style="text-align: justify;">Costumo dizer que a visão é um meio termo entre o objetivo e os sonhos. Enquanto os sonhos são uma quimera, uma utopia, algo etéreo e muitas vezes inatingível, a visão é a parte do sonho que pode se tornar realidade, inspira e motiva, são imagens do futuro que guiam nossas ações presentes, que alimentam nossa determinação e garra para trilhar o caminho em sua direção. E os objetivos são parte de um plano que traçamos neste sentido. Visão é diferente de objetivos, definimos os objetivos concretos com base nesta visão do futuro. Podemos ter vários objetivos para a mesma visão. Mas o objetivo nós alcançamos, é mensurável e está posicionado em algum momento no tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a visão é subjetiva, não clara, não é mensurável e nem posicionada no tempo. Você constrói uma visão sobre um momento em um futuro distante, o tempo para atingir a visão não pode ser medido ou previsto. Aliás, sendo mais direto, a visão não precisa sequer ser atingida. A visão é mais inspiradora e dá um senso de direção, mas não necessariamente queremos ou poderemos atingi-la. Isso me faz lembrar da história do menino que atirava pedras. Todas as noites ele fazia a mesma coisa, atirava pedras para o alto. Um senhor passou e perguntou o que ele tentava acertar, pois não havia nenhum alvo aparente e o garoto respondeu que tentava acertar a Lua. ‘Ora garoto, deixe disso, a Lua é muito longe, você jamais vai conseguir acertá-la’, retrucou o homem. Ele não deu ouvidos e continuou tentando, se esforçando em atirar as pedras com cada vez mais força. Obviamente ele nunca acertou a Lua, mas você pode apostar que ele era, dentre todos os meninos da rua, o que atirava pedras mais longe.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, uma meta ousada, desafiadora, que você nunca atingiu antes não precisa ser necessariamente realizada, mas deve inspirar suas ações e decisões para levar seu grau de competências um degrau acima. O empreendedor evolui quando sua visão é desafiadora.</p>
<p style="text-align: justify;">Jorge construiu sua visão quando tinha 19 anos. Ele se via com uma família constituída, vivendo numa casa de alto padrão de onde trabalhava e gerava o produto que ele vendia: Conhecimento. Escrevia livros, dava palestras e treinamentos. Se imaginava com uma reputação forte e bem conhecido em seu meio, mas projetava um futuro sem muito luxo nem sofisticação, com qualidade de vida e simplicidade. A partir desta visão, decidiu o que iria estudar, com quem iria se casar, quando se mudaria de cidade, que tipo de trabalho procuraria e outros inúmeros objetivos, pequenos e grandes ao longo de sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">O escritor Richard Bach, famoso pelo best seller ‘Fernão Capelo Gaivota’, escreveu uma das minhas obras favoritas, ‘Um’, que retrata uma parábola muito interessante sobre o destino. Para ele, nossa vida já está totalmente traçada num mapa. Um mapa cheio de caminhos e bifurcações. Cada bifurcação é uma escolha que tivemos que tomar na vida, que nos leva a percorrer um determinado caminho do mapa. Se pudéssemos voar sobre este mapa e aterrissar aleatoriamente, veríamos como seria nossa vida se, em algum ponto do passado, tivéssemos feito uma escolha diferente. Assim, se naquela fila de supermercado você não tivesse puxado assunto com o senhor à sua frente, não saberia que ele lhe proporia um emprego, onde você conheceria sua futura esposa, que lhe daria um filho que conquistaria um prêmio Nobel, em outro momento, graças à decisão de parar para atender o celular, você escapou de um acidente que o deixaria tetraplégico, e assim por diante.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu terminei recentemente a construção da minha casa. Tradicionalmente, após a fase de cobertura da construção, os donos oferecem um churrasco aos operários da obra. Neste dia tive um exemplo do poder da visão. Conversando com os pedreiros, percebi que a maioria via seu trabalho como uma mera forma de sobrevivência, eles apenas ganham um salário para encher laje, assentar tijolos, rebocar paredes. Um deles, entretanto, tinha uma visão diferente. Para ele seu trabalho era nobre e importante, com seu linguajar simplista ele disse que naquela casa que ele estava ajudando a construir, crianças cresceriam, histórias seriam escritas, lembranças seriam gravadas para sempre nas memórias daqueles que lá vivessem. Ele dava um significado diferente ao seu trabalho porque conseguia ter uma visão clara do fruto de seu esforço.</p>
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